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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de março de 2018.

Jornal do Comércio

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Serviços

07/03/2018 - 08h59min. Alterada em 07/03 às 11h34min

Justiça suspende reajuste de tarifas dos Correios para clientes do Mercado Livre

Taxas iriam passar a ser cobradas dos consumidores a partir da terça-feira (6) mas foram canceladas pela juíza federal Rosana Ferr

Taxas iriam passar a ser cobradas dos consumidores a partir da terça-feira (6) mas foram canceladas pela juíza federal Rosana Ferr


FLAVIA DE QUADROS/ARQUIVO/JC
A Justiça Federal deu medida liminar em favor da companhia Mercado Livre e determinou que Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, entre outras medidas, suspenda os reajustes nas tarifas das encomendas PAC e Sedex, que teria vigência a partir desta terça-feira (6). A decisão é da juíza federal Rosana Ferri, da 2.ª Vara Federal Cível de São Paulo.
Em seu pedido, o Mercado Livre, que mantém contrato desde 2011 com a ECT, afirmou que no momento em que se discutia a renovação contratual, "teve ciência da implantação de uma nova política de preços, imposta de forma unilateral pelos Correios, sob pena de suspensão de todos os serviços".
Segundo a ação, para evitar a descontinuidade nas entregas e um prejuízo aos usuários (compradores e vendedores), o Mercado Livre se sentiu obrigado a aceitar tais condições. A empresa entende serem "ilegais e abusivas" as medidas e alega que "a nova política de preços ocasionará um grave dano aos seus negócios de e-commerce, podendo ocasionar a descontinuidade dos serviços". Para a juíza, há "plausibilidade nas alegações da autora, principalmente, no que tange à nova política de preços adotada pelos Correios".
Rosana Ferri ainda ressalta que a plataforma de comércio eletrônico do Mercado Livre "movimenta milhares de negócios de pequenos empreendedores fomentando a economia, questão importante a ser considerada na atual conjuntura".
"Obviamente a questão merece melhor análise com a formação do contraditório, todavia, em homenagem ao princípio da razoabilidade, entendo que deva ser concedida a tutela pretendida, a fim de não onerar a parte autora, pelo menos até a realização de audiência de tentativa de conciliação", destaca a magistrada.
Segundo a decisão, a ECT ainda está proibida de reajustar as tarifas acima dos índices oficiais de inflação, bem como de impor acréscimos nos valores relativos aos envios de pacotes "não quadrados" ou nas áreas de risco, e, por fim, de estabelecer unilateralmente qualquer outra medida que represente aumento de ônus ou redução de direitos ao Mercado Livre.
A ECT divulga nota que contesta decisão da justiça
"Os Correios não concordam com a decisão da juíza da 2ª Vara Federal Cível de São Paulo e estão trabalhando para obter a suspensão da liminar. Enquanto isso, a empresa está cumprindo com a decisão judicial, que se aplica somente às demandas do Mercado Livre. Por respeito à relevância do comércio eletrônico brasileiro, os Correios mantêm uma Política Comercial com uma estratégia de precificação que segue a lógica do mercado e, mesmo com os aumentos de custos, a empresa busca o menor impacto possível nas praças mais relevantes para o e-commerce brasileiro", afirmou a nota. 
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Comentários
Robson 12/03/2018 10h26min
Poderia usar o mesmo critério para barrar aumento abusivo do preço da gasolina.
Adroaldo Mousquer 07/03/2018 12h12min
Prejuízo para os correios, que são públicos, lucro para o Mercado Livre, que não admite que seus lucros diminuam. Afinal, quem paga os prejuízos dos correios é o povo. Se der muito prejuízo, privatiza. A iniciativa privada agradece quando sangram a Nação.