Dani Soares, diretora de arte na YPOM Comunicação Faixa Preta Dani Soares, diretora de arte na YPOM Comunicação Faixa Preta Foto: /Arquivo Pessoal/Divulgação/JC

O que você acha que precisa mudar no ecossistema empreendedor?

Dani Soares, diretora Criativa e Sócia na Agência Triângullo
Acredito que precisamos não ter medo de compartilhar informações. A troca de ideias, opiniões, pontos de vista, muitas vezes, é o que faz o negócio crescer e prosperar. Às vezes, temos insights a partir de outras ideias inovadoras, e nem por isso estamos plagiando alguém. As pessoas têm medo de compartilhar o seu modelo de negócio ou o valor que cobra de cliente tal, ou até mesmo um fornecedor. Então, acredito que temos que criar, cada vez mais, ambientes e situações onde possamos debater e discutir sobre empreendedorismo e suas vertentes, afinal, informação nunca é demais. Aqui na minha cidade (Capão da Canoa) temos o Núcleo da Mulher Empresária, onde várias mulheres com papéis importantes no comércio e na região se reúnem para falar sobre empreendedorismo, negócios e qualquer outro assunto que possa surgir. Acho isso muito bacana e essencial para o meu negócio e para o meu crescimento pessoal.
Laura Glüer, jornalista e criadora do Café com Combustível
O ecossistema precisa começar a desenvolver a educação para a inovação e o empreendedorismo desde os primeiros anos da vida de uma menina. Isso passa por estimular brincadeiras e a aprendizagem para questões que envolvam a autonomia e o empoderamento feminino. Assim, será possível ter um ambiente mais favorável para mais mulheres se tornarem empreendedoras no futuro.
Laís Ribeiro, sócia no O Amor é Simples
Maior participação de mulheres em palestras e bancas de pitch; Pararem de tratar as mulheres (especialmente as que têm empresas para o público feminino) como menininhas que não entendem de business ou de tecnologia; Maior visibilidade para negócios de mulheres negras e de baixa renda.
Andressa Foresti, jornalista e sócia na Famintas 
O ecossistema empreendedor no Brasil, hoje, tem muita oferta e vontade por parte de quem quer empreender. O que precisa mudar é a visão das pessoas que enxergam no seu próprio negócio a salvação para todos os problemas, quando não é. Países como o Brasil têm uma grande parcela da população que encara a posição de empregado como demérito, o que é completamente equivocado - vide muitos exemplos de países desenvolvidos onde a maioria das profissões tem uma base salarial semelhante. Entender suas habilidades é importantíssimo antes de colocar um negócio. Liderar e ter visão de mercado são aptidões indispensáveis, até porque a competição é grande. Outro ponto é que o ecossistema empreendedor no Brasil ainda carece de inovação em vários setores. Muitos oferecem o mesmo, poucos buscam produtos e serviços verdadeiramente diferenciados. É importante também que os players de negócios saibam somar forças para ofertar mais serviços, não necessariamente abrirem concorrência em todos os cenários de mercado.
Jainara Martini, de Canoas
Mesmo no ambiente considerado de inovação, as mulheres continuam enfrentando preconceitos, e são constantemente desafiadas a "darem provas de competência". Embora, nós mulheres, representemos um número cada vez maior à frente de novos negócios, ainda enfrentamos as "caras feias" do mundo corporativo, que segue sendo majoritariamente masculino. As empresas precisam entender que as mulheres têm rotinas diferentes dos homens, sim, mas que isso não é ruim, e que o potencial da profissional merece destaque, reconhecimento e valorização.
Lívia Duda, da Envido
Maior compartilhamento de ideias e experiências e disposição para projetos colaborativos fortificam os novos empreendedores. A abertura dos consumidores para conhecer o mercado local fortalece o desenvolvimento, a inovação e a geração de empregos.
Fabiane Madeira, diretora da Feed Conteúdo e do QG de Estilo
O Brasil não tem um ecossistema empreendedor de verdade. Boa parte dos nossos negócios não são planejados, nascem de uma necessidade imediata para resolver situações como o desemprego, por exemplo. Nossos negócios surgem de uma necessidade, de uma intuição. Sem formação e base, fica mais difícil conseguir investimentos e fazer com que tenhamos negócios de maior fôlego. Os negócios mais robustos nascem do talento do empreendedor quando poderíamos ter muitos negócios envolvendo criatividade e inovação que não são possíveis por falta de cultura.
Glaucia Maria Fontana Zandoná, sócia da Peregrino
Vamos mudar um pouco: os brasileiros são criativos pela herança dos antepassados. Porém, na prática, são sufocados pela conjuntura econômica e fiscal. Todo esse processo precisa passar por uma revisão geral. Temos ideias, precisamos vender com escala produtiva e não basta definir o público-alvo. No Brasil, precisamos educar para o empreendedorismo como nos Estados Unidos.
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