Luiza Rubio, head de RH da MaxMilhas Luiza Rubio, head de RH da MaxMilhas Foto: /MaxMilhas/Divulgação/JC

Conquistas das mulheres dependem das lideranças

Criada em 2013, a MaxMilhas, plataforma que vende passagens aéreas com descontos, diz ter como propósito a igualdade de oportunidades dentro do quadro de funcionários na questão de gênero. Hoje, dos 163 funcionários, 89 são mulheres; e dos 18 cargos de gestão, elas estão à frente de 42%, nas mais diversas áreas, como TI, marketing, RH, administração, entre outras.
Para a head de RH da MaxMilhas, Luiza Rubio, os números mostram que a filosofia da empresa, de atrair de forma imparcial talentos de todo o Brasil, vem surtindo efeito. Veja na entrevista abaixo:
GeraçãoE - Como foi o caminho da empresa para chegar nessa busca da igualdade na gestão?
Luiza Rubio - O que fazemos na MaxMilhas é ouvir a todos, sem distinção, e essa cultura se reflete em nosso processo seletivo. Por isso, não foi um caminho pré-determinado termos cargos de liderança ocupados por mulheres. Nossa decisão final sempre foi pautada nos comportamentos e nas habilidades apresentadas no processo de seleção. Não levamos em conta gênero, inclusive, todas as nossas líderes competiram por seus cargos em processos que também incluíam homens.
GE - Qual o papel de uma gestão mais igualitária no ambiente corporativo?
Luiza - O principal papel é a questão da representatividade. Quando as pessoas veem uma pessoa em um cargo de liderança, conquistado por critérios justos e claros, entendem que podem alcançar altos níveis de gestão dentro de uma empresa e se sentem motivadas em suas carreiras.
GE - Como foi para você chegar a esse cargo?
Luiza - O caminho para chegar à posição de head de RH exige muita dedicação. Conciliar família, carreira e estudos não é uma tarefa fácil. Em RH, passei por todos os níveis de carreira e transição entre áreas (performance, processos , indicadores, RH), o que me exigiu muita flexibilidade para entregar grandes resultados. Ao longo da minha carreira, enfrentei muitas barreiras: necessidade de ter um posicionamento diferenciado em reuniões de trabalho; cobrança pela forma de me vestir e até de falar; perguntas indiscretas em processos seletivos, como "quando você pensa em engravidar?" ou "você não pensa em ter filho nos próximos dois anos, certo?". São questões que não são cobradas de um homem que também tem família, por exemplo. Na MaxMilhas, entretanto, a visão é completamente diferente. O respeito à diversidade e à igualdade nos guia.
GE - Quando o fato de mulheres serem gestoras deixará de ser notícia?
Luiza - Essa questão ainda tem muito o que evoluir diante do mercado de trabalho. A resposta para as conquistas das mulheres se consolidará cada vez mais a partir do esforço das empresas e de seus líderes para implementar essas mudanças. Acreditamos que isso será visto como algo normal no mercado somente quando os ambientes corporativos forem apresentados com uma participação maior de mulheres, que tenham os mesmos desafios de entregas e as mesmas faixas salariais. Aqui na MaxMilhas, já temos isso como algo normal, pois trabalhamos as oportunidades e avaliamos exclusivamente os comportamentos e as habilidades.
 
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