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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Celulose

Alterada em 14/03 às 10h45min

Venda da Fibria será definida nos próximos dias

Os próximos passos da maior produtora global de celulose serão decididos somente após as eleições

Os próximos passos da maior produtora global de celulose serão decididos somente após as eleições


FIBRIA/DIVULGAÇÃO/JC
O grupo Votorantim, que faz parte do bloco de controle da Fibria e detém 29,42% da gigante de celulose, ainda não decidiu o que fará com os recursos levantados se decidir pela venda de sua fatia no negócio. Em comunicado ao mercado nesta terça-feira (13), a Fibria confirmou que recebeu proposta da Paper Excellence (PE), da família indonésia Wadjaja, também dona da Asia Pulp and Paper. 
Dona de um conglomerado, que atua em cimento, siderurgia, suco de laranja e dona de um banco, a família Ermírio de Moraes deverá decidir nos próximos dias qual destino dar à Fibria, maior produtora global de celulose. A decisão de entrar em um novo negócio ou mesmo aplicar o dinheiro na companhia só deverá ser tomada depois das eleições deste ano, apurou o Estado.
Entre segunda e terça-feira, os acionistas do grupo se reuniram com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal sócio da companhia e que também faz parte do bloco de acionistas.
O banco de fomento detém 29,08% da Fibria e é sócio minoritário da Suzano, com 6,9%. Fontes a par das negociações afirmaram que BNDES tem sido consultado pelos dois potenciais investidores, mas que uma decisão a favor da empresa nacional faria mais sentido, já que fortaleceria a indústria de celulose no País frente aos rivais globais.
A PE avaliou a Fibria em R$ 40 bilhões e se propôs a pagar uma multa de R$ 4 bilhões ("breakup fee"), se as negociações não forem adiante. Já a Suzano tem bancos que devem ajudar a família Feffer a bancar o financiamento para o grupo ter o controle da companhia.
Diante da perspectiva de uma consolidação, com maior probabilidade de fusão entre Suzano e Fibria, o Credit Suisse estimou um potencial de alta de até 17% no valor de mercado combinado das companhias em relação ao atual. O banco diz que desde 17 de dezembro o valor de mercado das duas companhias acumula um ganho de R$ 15 bilhões. Hoje, juntas, as duas empresas valem R$ 63 bilhões. Procurados, BNDES, Suzano e Votorantim não comentaram. 
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