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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 14/03/2018. Alterada em 13/03 às 22h35min

Mensalidades escolares ajudam a reduzir inflação dos mais ricos

A inflação das famílias de baixa renda continuou abaixo da variação de preços das famílias com renda mais alta no mês de fevereiro, informou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ontem. Mas os preços para a parcela mais rica da população sofreram um recuo mais expressivo no ritmo de crescimento no mês passado, se comparado ao mesmo mês de 2017, puxado pelas mensalidades escolares. Segundo o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, a alta de preços das famílias mais pobres foi de apenas 0,08% em fevereiro, contra 0,09% em fevereiro de 2017, enquanto a inflação das famílias mais ricas subiu 0,66%, contra 0,78% em fevereiro do ano passado.
"O reajuste das mensalidades escolares, ocorrido em fevereiro, impacta mais fortemente os mais ricos, pois a maioria dos alunos matriculados na rede privada de ensino pertence a essa faixa de renda", explicou em uma nota Maria Andreia Lameiras, técnica de planejamento e pesquisa do Ipea e autora do estudo.
Os reajustes das mensalidades escolares em 2018 (7%, em média, nos ensinos Infantil, Fundamental e Médio) ficaram cerca de dois pontos percentuais abaixo do registrado no ano passado, informou o Ipea. Com esses resultados, nos dois primeiros meses de 2018, a inflação das famílias de renda menor correspondeu a quase um terço da registrada na classe de renda mais alta, informou o instituto.
Entre as famílias de renda muito baixa, a inflação recuou entre os dois primeiros meses do ano - havia sido de 0,23% em janeiro -, puxada pela redução de preços dos alimentos. "Desde o início de 2017, estamos com um comportamento muito favorável para o grupo alimentício. E como os mais pobres dedicam uma parcela maior de sua renda para esse grupo, o impacto nessa faixa é maior", afirma Maria Andreia. O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (Snipc) do IBGE.

Tesouro cria grupo para analisar estoque da Dívida Pública Federal

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, criou um grupo de trabalho que terá como tarefas analisar a unificação das metodologias de apuração do estoque da Dívida Pública Federal (TIR e apropriação) e definir a contabilização dos encargos negativos - sempre levando em consideração implicações orçamentárias, financeiras, patrimoniais, legais, fiscais e operacionais.
Composto por subsecretários e coordenadores de área do Tesouro Nacional, o grupo terá 180 dias para apresentar relatório com as propostas. Se necessário, o prazo de conclusão dos trabalhos poderá ser prorrogado por mais 90 dias. A criação do grupo está formalizada em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
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