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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 13/03 às 19h30min

Bolsas de Nova Iorque fecham em queda em meio a incertezas com saída de Tillerson

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em queda nesta terça-feira (13), diante de temores renovados em torno de uma guerra comercial com a China, após o anúncio da demissão do secretário de Estado, Rex Tillerson. Também pesou sobre os mercados a perspectiva por um aumento da produção global de petróleo, que levou os contratos da commodity ao declínio e pressionou ações do setor de energia.
O índice Dow Jones encerrou o pregão em baixa de 0,68%, aos 25 007,03 pontos; o S&P 500 recuou 0,64%, para 2.765,31 pontos; e o Nasdaq caiu 1,02%, para 7.511,01 pontos.
O mau humor gerado pela notícia da saída de Tillerson se deve ao fato de que o ex-presidente da ExxonMobil ser visto como uma figura moderada em uma Casa Branca que parece se inclinar cada vez mais ao protecionismo. A demissão da principal autoridade americana em relações exteriores derrubou principalmente ações do setor de tecnologia, vinculadas fortemente ao comércio com a China, como as da Apple (-0,96%) e da IBM (-0,59%). Tillerson será substituído pelo atual diretor da Agência Central de Inteligência americana (CIA, na sigla em inglês), Mike Pompeo.
Das 30 ações que compõem o Dow Jones, apenas oito encerraram o dia em alta. Entre elas, a Intel (+0,50%) viu sua participação de mercado defendida pela decisão de Trump de barrar a compra da Qualcomm (-4,95%) pela chinesa Broadcom. Já no caso da UnitedHealth, cujos papéis avançaram 1,87%, repercutiu bem a movimentação para contratar o ex-presidente da GlaxoSmithKline (GSK) Andrew Witty para comandar a principal divisão de serviços de saúde da empresa.
A predominância da compra vendedora foi suficiente para atropelar o ambiente favorável desenhado ainda de manhã pelo dado de inflação para fevereiro. Uma hora antes da abertura das bolsas americanas, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que a inflação ao consumidor do mês passado ficou em linha com as projeções de analistas, subindo 0,2% na comparação com janeiro. Sinalizou, assim, que a inflação no país pode estar sob controle e amenizou aposta de um aperto mais forte do que o previsto da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
As baixas registradas pelos contratos futuros de petróleo ao longo do dia exerceram pressão sobre papéis do setor de energia, com preocupações renovadas em torno de excesso de oferta global da commodity. As ações das petroleiras Exxon Mobil e Chevron fecharam com recuos de 0,94% e 0,28%, respectivamente, e as da General Electric (GE) perderam 4,44%.
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