Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 14/03/2018. Alterada em 13/03 às 21h41min

Empresas pequenas avançaram na Bolsa

Estudo comparou cinco categoria de fundos durante o ano passado

Estudo comparou cinco categoria de fundos durante o ano passado


NELSON ALMEIDA/NELSON ALMEIDA/AFP/JC
Empresas de menor valor de mercado - como a construtora Even, a CVC e a Raia Drogasil - tiveram melhor desempenho do que as que têm maior porte, como Vale e Itaú Unibanco. O resultado é demonstrado em levantamento da S&P Dow Jones Indices - divisão da S&P Global Ratings - publicado ontem.
O estudo mostra que o índice S&P Brazil MidSmallCap - que tem na carteira empresas de menor valor de mercado - avançou 37% no ano passado. Em 2017, o índice de small caps da bolsa subiu 49,4%.
O índice S&P Brazil LargeCap, que tem empresas com maior valor de mercado, subiu 25%. O levantamento comparou o desempenho de cinco categorias de fundos brasileiros durante o ano.
Phillip Brzenk, diretor global de pesquisa e design da S&P Dow Jones Indices, avalia que os gestores de fundos ativos - aqueles que exigem mais trabalho dos gestores - que focaram em segmentos de determinados portes tiveram desempenho melhor que gestores de fundos mais amplos. "Talvez o tamanho menor do segmento e, portanto, menor número de ações deem aos gestores a habilidade de ter expertise ou entendimento maior de ações individuais - portanto, eles, potencialmente, têm melhores habilidades para selecionar ações", diz.
Brzenk lembra que o segmento de empresas de menor capitalização tem menos cobertura de analistas, menos informações e menos liquidez que as ações das empresas de maior valor. "Na teoria, isso significa que há um potencial maior para retorno excessivo - mas também significa potencial para perdas maiores - se gestores conseguirem tirar vantagem disso", explica.
O índice S&P Brazil BMI, que representa a bolsa brasileira de forma mais ampla, avançou 28%. O resultado esteve em linha com o comportamento do Ibovespa, que, no ano passado, se valorizou 26,9%.
O levantamento avaliou, ainda, o desempenho de fundos com gestão ativa no ano. Esses fundos costumam cobrar taxas de administração maiores por causa do trabalho que os gestores têm. Eles também cobram um percentual sobre a performance que superar o índice de referência.
O desempenho dos gestores desses fundos em 2017 foi melhor que o de 2016. No ano passado, 25,5% dos gestores conseguiram superar o S&P Brazil BMI, contra 18% em 2016.
Os gestores de fundos formados por pequenas e médias empresas voltaram a se destacar. A maioria (52,86%) conseguiu bater o índice de referência S&P Brazil MidSmallCap. No caso das grandes empresas, 52,58% tiveram desempenho superior ao do S&P Brazil LargeCap. Em 2016, esses percentuais eram de, respectivamente, 30,12% e 2,2%.
No longo prazo, ainda é difícil superar os indicadores. Em cinco anos, só 18,33% dos gestores tiveram desempenho maior que o do índice S&P Brazil BMI. No caso das grandes empresas, o percentual cai para 9,17%.
Na renda fixa, com a queda da taxa de juros Selic, poucos gestores conseguiram o indicador de referência. Entre os que têm na carteira títulos de dívida corporativa, só 15,5% bateram o índice de referência no ano passado. O percentual recua para 10,1% para papéis públicos.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia