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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura internacional

Notícia da edição impressa de 14/03/2018. Alterada em 13/03 às 22h35min

Economia global terá crescimento maior neste ano

Decisão dos EUA de taxar importações do aço tem impacto negativo

Decisão dos EUA de taxar importações do aço tem impacto negativo


/WANG ZHAO/AFP/JC
Cortes de impostos e o aumento de gastos públicos nos Estados Unidos provavelmente irão impulsionar o crescimento da economia global neste e no próximo ano, mas este quadro favorável pode ser contrabalançado por uma escalada das tensões comerciais, segundo relatório trimestral divulgado ontem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
No documento, a OCDE prevê expansão mais forte numa série de grandes economias este ano, incluindo "significativa" aceleração nos EUA, Alemanha, França, México, Turquia e África do Sul.
Já o crescimento de outras economias relevantes deverá perder força, mas não tanto quanto a OCDE imaginava quando divulgou suas projeções anteriores, em novembro.
O que mudou desde então foi o fato de o Congresso norte-americano ter aprovado abrangentes cortes de impostos e mais gastos federais em dezembro e fevereiro, respectivamente. Na visão da OCDE, essas medidas ajudarão a economia dos EUA a crescer 2,9% em 2018 e 2,8% em 2019. As estimativas anteriores do grupo eram de altas de 2,5% este ano e 2,1% no próximo.
Considerando-se também o auxílio de um estímulo orçamentário mais modesto na Alemanha, essa combinação de fatores deverá levar a economia global a crescer 3,9% tanto em 2018 quanto em 2019, ante projeções anteriores de 3,7% e 3,6%.
Mas há nuvens no horizonte, de acordo com a OCDE, uma vez que a aceleração da economia pode ser comprometida por uma série de aumentos tarifários iniciada com a recente decisão dos EUA de taxar importações de aço e alumínio.
Citando o impacto negativo de disputas comerciais anteriores no crescimento e empregos, a OCDE apelou a parceiros comerciais dos EUA que não se apressem em retaliar Washington.
A OCDE também elogiou os passos que os principais bancos centrais do mundo vêm dando para reduzir os estímulos monetários que vinham fornecendo para estimular o crescimento econômico.
"Estamos finalmente saindo do legado da crise financeira, em termos de política macroeconômica", afirmou Álvaro Pereira, economista-chefe interino da OCDE.
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