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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 13/03 às 17h59min

Ouro fecha em alta, influenciado por inflação dos EUA e demissão de Tillerson

Os contratos futuros de ouro fecharam em alta nesta terça-feira, na esteira da desvalorização do dólar após a inflação dos EUA e da demissão do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que deram suporte à demanda pelo metal amarelo.
Mais cedo, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos informou que em fevereiro o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,2% na variação mensal, em linha com a expectativa de analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O indicador sinalizou que a inflação no país pode estar sob controle e amenizou aposta de um aperto mais forte do previsto da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
A partir daí, o dólar iniciou uma tendência de desvalorização ante as moedas fortes. Com a divisa americana mais fraca, ativos cotados nela, como o ouro, tornam-se mais acessíveis para investidores de fora dos EUA.
Ao mesmo tempo, a saída de Tillerson intensifica temores em torno de um aprofundamento da política protecionista de "América primeiro" propagada por Trump, que levam investidores a procurar ativos considerados seguros diante de volatilidade e incerteza, a exemplo do metal amarelo.
"Com a maior parte dos dados de inflação do mundo sendo reportada perto ou pouco acima de uma alta de 2%, a maioria (dos operadores e investidores) concorda que não há motivo para estarmos alarmados", afirmou o analista sênior de metais da Kitco.com, Jim Wyckoff.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para abril teve alta de US$ 6,30 (+0,48%), a US$ 1.327,10 a onça-troy. 
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