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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 13/03 às 09h06min

Petróleo opera em queda em meio a sinais de aumento da produção de xisto

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta terça-feira (13), em meio a novos sinais de que o aumento da produção de xisto parece limitar os preços.
Às 8h54min, o barril do tipo Brent com vencimento em maio caía 0,22%, a US$ 64,81, enquanto o WTI para abril recuava 0,15%, a US$ 61,27.
De acordo com um relatório da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês), braço de análise do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês), a extração de xisto deve subir 131 mil barris por dia em abril, para um recorde de 6,95 milhões de barris diários. "O rápido crescimento da produção de xisto está tornando virtualmente impossível para os preços subirem", de acordo com analistas do Commerzbank.
A EIA também aumentou a estimativa de produção de petróleo, dizendo esperar que o total aumente em 1,4 milhão de barris por dia em 2018. A produção total deve ficar numa média de 10,7 milhões de barris por dia neste ano, acima da previsão anterior de 10,6 milhões. "O mercado de petróleo está cada vez mais com excesso de oferta", disse Tamas Varga, analista na PVM Oil Associates. "Parece que os investidores estão se desfazendo das suas posições longas e esse é o motivo pelo qual os dois contratos principais estão operando em queda recentemente."
Novos indícios de aumento da produção americana surgem conforme a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se divide em relação a qual deveria ser o preço do barril. A Arábia Saudita, líder do cartel, quer o valor a US$ 70 ou mais, enquanto o Irã prefere os preços mais perto de US$ 60. A divergência acontece devido a visões diferentes sobre se um barril a US$ 70 faria as companhias de xisto nos EUA entrarem num frenesi de produção que poderia derrubar os preços.
Os investidores de petróleo aguardam, para esta semana, os relatórios mensais da OPEP e da Agência Internacional de Energia (AIE), além dos dados semanais dos estoques nos EUA, medidos pelo American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) e pelo DoE. 
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