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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 13/03/2018. Alterada em 12/03 às 21h28min

Retomada ajuda o cumprimento da meta fiscal

Ilan Goldfajn destaca medidas aprovadas pelo presidente Temer

Ilan Goldfajn destaca medidas aprovadas pelo presidente Temer


/SERGIO LIMA/AFP/JC
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, avaliou que a retomada da atividade econômica torna o cumprimento das metas fiscais mais factível. O dirigente, porém, alertou que é preciso que o Brasil prossiga com a agenda de ajuste fiscal e as reformas, para garantir que os juros continuem baixos por tempo prolongado.
Goldafajn ressaltou que a reforma da Previdência foi adiada, mas que o governo de Michel Temer conseguiu aprovar outras reformas relevantes, como a trabalhista e o teto de gastos. "O teto empurra o Brasil para discutir a reforma da Previdência e já está fazendo seu papel." No caso das mudanças nas regras trabalhistas, o presidente do BC destacou que os litígios na área tiveram redução significativa no final de 2017. "Tomara que seja já o primeiro impacto da reforma."
A economia brasileira "já está rodando" em um crescimento de 2% a 2,5%, e os analistas acham que vai melhorar um pouco mais, destacou o presidente do BC em sua apresentação. "Acreditamos que a política monetária teve um papel nessa recuperação", afirmou ele, observando que os juros reais da economia estão na casa dos 3%.
O juro real do Brasil é alto em relação à economia mundial, disse Goldfajn, mas é o mais baixo que o País já teve em muito tempo. "Eu entrei na vida acadêmica, de economista, com juro real de 20%", disse o presidente do BC.
Ao falar do cenário macroeconômico, Goldfajn mencionou que o Brasil tem hoje um problema diferente do enfrentado pelo resto do mundo, que discute se a inflação vai se acelerar de forma mais intensa e se os juros vão subir. Na economia brasileira, ao contrário, um dos riscos é a inflação seguir baixa por muito tempo. O dirigente ressaltou que, no caso brasileiro, que sempre conviveu com inflação alta e juro elevado, é sempre mais fácil lidar com o ambiente de inflação reduzida.

Mercado reduz projeção de inflação deste ano para 3,67%

O mercado financeiro reduziu, pela sexta semana seguida, a estimativa para a inflação neste ano. A expectativa do mercado para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), desta vez, passou de 3,70% para 3,67%, de acordo dados do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, com base em pesquisa sobre os principais indicadores econômicos.
A projeção está mais distante do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação caiu, pela segunda semana consecutiva, ao passar de 4,24% para 4,20%, abaixo do centro da meta de 4,25%.
Na última sexta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 0,32% em fevereiro, o menor índice para o mês desde o ano 2000 (0,13%).
Nesse cenário de inflação baixa e economia se recuperando, o mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic, seja reduzida em 0,25 ponto percentual, de 6,75% para 6,50% ao ano, neste mês.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
Focus

Meirelles diz que juro pode cair mais

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, considerou que o Banco Central pode cortar novamente a Selic na próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom). Atualmente, a taxa básica de juros está em 6,75% ao ano. "A taxa Selic já está no nível mais baixo da história e pode cair mais uma vez. Vamos aguardar a decisão do Banco Central", afirmou. Para 26 instituições, a queda esperada para este mês deve ser a última do ciclo, enquanto cinco casas preveem que o BC poderá dar continuidade flexibilização.
Meirelles voltou a destacar a queda da inflação e retomada do crescimento da economia brasileira após a recessão. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1% e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ficou em 2,95%. "O Brasil hoje cresce muito e a agricultura é um setor que ajuda bastante. A agricultura foi o primeiro setor que deu impulso à retomada com a safra anterior e tenho certeza que a próxima também será positiva", avaliou.

IFI mantém projeção de alta do PIB em 2,7%

A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal manteve as principais projeções para os indicadores macroeconômicos de 2018. A expectativa do órgão é que o setor público encerre o ano com um déficit primário de 2,06% do PIB, a mesma do relatório de fevereiro. A estimativa para o crescimento do PIB também foi mantida em 2,7%. No relatório deste mês, a instituição destacou os dados do PIB de 2017, principalmente a recuperação do investimento, após 14 trimestres em queda, assim como o consumo, que segue em campo positivo.
A IFI chamou a atenção para a queda da indústria na composição do crescimento econômico nos últimos anos, assim como a arrecadação proveniente desse segmento. "A combinação de uma tributação relativamente mais elevada na indústria que nos demais setores, associada à retração de sua participação na economia, deve ter influenciado a trajetória das receitas", destaca o documento.
A entidade destacou também as garantias concedidas pela União em 2017, que somaram
R$ 301 bilhões, dos quais R$ 233,3 bilhões referem-se a operações de crédito, sendo R$ 176 bilhões a estados. Com isso, a União teve que honrar R$ 6,4 bilhões em financiamentos não pagos, grande parte pelo estado do Rio de Janeiro.
"O ideal é que haja parcimônia na concessão de garantias, mediante análise cuidadosa da situação do pretendente. Concedida a garantia, é preciso uma gestão adequada do risco, buscando antever as ocorrências que impliquem em despesa", recomenda a instituição.
Outro destaque do relatório é em relação aos restos a pagar do Orçamento da União, que alcançaram R$ 155 bilhões, alta de 5% ante 2017. Apesar da elevação, a IFI afirma que a tendência é de queda, já que, em 2014 esse montante chegou a R$ 282 bilhões.
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