Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 12 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Serviços

12/03/2018 - 14h50min. Alterada em 12/03 às 17h13min

Greve afeta serviços dos Correios no Rio Grande do Sul

Greve afeta serviços de agências, reduz carteiros e pessoal de logística, diz sindicato

Greve afeta serviços de agências, reduz carteiros e pessoal de logística, diz sindicato


Fredy Veira/JC
Sofia Schuck
Quem procurar atendimento nos Correios nesta segunda-feira (12) pode se deparar com filas e demora ou até com o serviço interrompido em razão da greve dos funcionários que afeta as agências no Rio Grande do Sul. Os funcionários da estatal estão em greve desde a noite desse domingo (11) para protestar contra a possibilidade de ter maior desconto dos salários para o plano de saúde, pendência que está na Justiça do Trabalho.
Levantamento prévio do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos (Sintect-RS), divulgado na manhã desta segunda, aponta redução de 70% do pessoal no setor de distribuição, com 1960 carteiros a menos do total de 2,8 mil, e 30% de redução no setor de atendimento, com 1050 atendentes a menos do total de 3,5 mil no Estado. Já a empresa informou, por nota no começo da tarde, que 90,7% do quadro está trabalhando e que a área de distribuição é a mais afetada e chama o movimento de "paralisação parcial". 
De acordo com o secretário de imprensa do Sintect-RS, João Augusto Gomes, a maioria das agências está aberta, "mas com uma expressiva adesão dos funcionários", garante ele. "O que pode prejudicar o serviço pelos próximos dias. Algumas agências estão abrindo a partir das 9h, mas a tendência é haver o fechamento em municípios do interior ou nas cidades menores”, projeta Gomes. Até o fim da manhã, apenas as agências de Montenegro e Parobé fecharam, informou o Sintect-RS.
{'nm_midia_inter_thumb1':'http://jcrs.uol.com.br/_midias/jpg/2018/03/12/206x137/1_fv120318correios033-1759399.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5aa6a02c9469c', 'cd_midia':1759399, 'ds_midia_link': 'http://jcrs.uol.com.br/_midias/jpg/2018/03/12/fv120318correios033-1759399.jpg', 'ds_midia': 'Greve dos correios. ', 'ds_midia_credi': 'Fredy Veira/JC', 'ds_midia_titlo': 'Greve dos correios. ', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '800', 'cd_midia_h': '533', 'align': 'Left'}
A greve se iniciou nesta segunda e é por tempo indeterminado. A principal reivindicação é que a empresa volte atrás nas mudanças que pretende fazer no plano de saúde dos empregados. Atualmente, os funcionários pagam um percentual das despesas do plano apenas quando o usam. Os Correios querem descontar dos salários um percentual fixo para manter o benefício, além da coparticipação.
Nesta segunda, deve ter julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A reivindicação sobre o desconto estava presente na última greve que aconteceu em setembro de 2017, mas as conquistas do acordo estão sendo questionadas pela empresa desde janeiro, quando a cláusula entrou no TST. 
Na agência central na rua Siqueira Campos, Centro Histórico, 20 dos 50 funcionários foram trabalhar nesta segunda. As paralisações se estendem pelo Brasil. São 21 estados mais o Distrito Federal que aderem à iniciativa. Ficaram de fora Amapá, Amazonas, Roraima e Sergipe. Dos 36 sindicatos do Brasil, 34 também participam, o que expressa uma significativa adesão. A assessoria de comunicação dos correios deve divulgar um balanço dos impactos da greve no país ainda durante a tarde.
Em nota, os Correios se manifestaram falando em "paralisação parcial por alguns sindicatos da categoria". A estatal diz que o movimento não tem reflexos nos serviços de atendimento. "Até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis", garante a empresa.
Os Correios, diz a nota, acionaram no fim de semana um "Plano de Continuidade de Negócios", que "de forma preventiva, minimiza os impactos à população". A estatal sustenta que "a paralisação está concentrada na área de distribuição". Levantamento parcial da companhia aponta que 87,15% do efetivo total está trabalhando, o que corresponde a 92.212 empregados. O dado é apurado pelo sistema eletrônico de presença, diz a nota. No Rio Grande do Sul, a empresa diz que 90,78% do efetivo está presente e trabalhando, somando 6.542 empregados.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Arno Rogério Fava 12/03/2018 18h15min
Dá nisso quando o presidente dos Correios tem mais interesse naquilo que rende e esquece dos funcionários, além de fechar postos