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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Petróleo

09/03/2018 - 16h36min. Alterada em 09/03 às 17h11min

Venda futura de petróleo do pré-sal será feita em leilões na bolsa de valores B3

Agência Brasil
A produção futura de petróleo do pré-sal da União vai ser comercializada por meio de leilão em bolsa de valores, em São Paulo. A empresa Pré-Sal Petróleo, vinculada ao Ministério de Minas e Energia e responsável pela comercialização da produção do pré-sal da União, proveniente da Área de Desenvolvimento de Mero (Contrato de Partilha de Libra) e dos Campos de Lula e Sapinhoá, está contratando a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), bolsa de valores oficial do Brasil, com essa finalidade.
A B3 vai dar a estrutura necessária aos leilões de contratos de compra e venda de óleo dessas três áreas. A aprovação do processo para contratação da B3 foi publicada nesta sexta-feira (9) no Diário Oficial da União.
O presidente da Pré-Sal Petróleo, Ibsen Flores, disse que a perspectiva é realizar o primeiro leilão até o final do primeiro semestre, para que a produção do segundo semestre já esteja vendida através dessa operação. "A ideia é que a gente faça o mais rápido possível, de preferência neste primeiro semestre", disse. O pregão será aberto ao público.
Os leilões darão sequência ao trabalho de venda de petróleo do pré-sal feita pela Pré-Sal Petróleo, esclareceu Ibsen Flores. Na segunda-feira (5), a empresa efetuou a primeira venda de 500 mil barris de petróleo do pré-sal da Área de Desenvolvimento de Mero, no Contrato de Partilha de Produção de Libra, para a Petrobras, em valor estimado de R$ 100 milhões, ao preço de referência de janeiro.
A Pré-Sal Petróleo está iniciando ainda processo de venda de mais 500 mil barris ainda no primeiro semestre deste ano. A exemplo do que ocorreu na primeira operação para a Petrobras, a venda será feita pelo sistema de licitação, conhecido no mercado como venda spot, em que são convidadas a participar as empresas que operam no Brasil e que tenham a logística adequada. Elas oferecem preço e quem der o melhor, compra, explicou Flores.
Ibsen Flores afirmou que a União só tem a ganhar com a sequência da comercialização via leilões: "a receita fica com mais previsibilidade". A base das negociações será o preço de referência, como preconiza a legislação.
Na próxima semana, terá início o planejamento do primeiro leilão. As empresas interessadas poderão adquirir contratos de compra e venda do petróleo por um ano em leilão realizado pela B3.
Segundo informou a assessoria de imprensa da Pré-Sal Petróleo, em uma única sessão pública serão leiloados três contratos que poderão ser adquiridos por um único comprador ou por empresas diferentes. O vencedor vai adquirir toda a produção do respectivo campo durante um ano, remunerando a União a cada retirada de carga, de acordo com a proposta de preços ofertada no leilão, baseada no Preço de Referência do Petróleo (PRP). Poderão participar do leilão empresas que tenham capacidade logística para efetuar os carregamentos.
As cargas que serão comercializadas na B3 são oriundas de três campos relevantes do pré-sal, na Bacia de Santos: Mero, Lula e Sapinhoá.
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