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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

08/03/2018 - 17h03min. Alterada em 08/03 às 17h03min

Agronegócio bate recorde e gera mais da metade dos empregos em janeiro no RS

Mobilização de mão de obra para safra de verão alavancou contratações

Mobilização de mão de obra para safra de verão alavancou contratações


GILMAR GOMES/DIVULGAÇÃO/CIDADES
Dos 17,7 mil empregos criados em janeiro no Rio Grande do Sul, 10,2 mil admissões foram registradas pelo setor do agronegócio. O índice representa 57,6% dos postos de trabalho com carteira assinada gerados no Estado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (8) pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).
Ao todo, o agronegócio gaúcho registrou 20.713 admissões e 10.431 demissões, resultando num saldo positivo de 10.282 empregos criados durante o primeiro mês de 2018. Na comparação com o mesmo período de anos anteriores, a criação de postos de trabalho em janeiro foi recorde, desde o início da série histórica calculada pela FEE. Em relação a dezembro de 2017, o número representa um aumento de 3,2% no estoque estimado de empregos da área.
Conforme o economista Rodrigo Feix, coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio, a variação positiva representa um movimento sazonal, típico do primeiro trimestre do ano. “Esse fenômeno pode ser explicado, sobretudo, pela mobilização de mão de obra para a safra de verão. Assim, uma parcela expressiva das contratações é realizada por tempo determinado”, explica Feix.
A geração de empregos em janeiro foi determinada principalmente por atividades características da agropecuária, como produção de lavouras permanentes e temporárias, que somam, juntas 7.497 postos criados. Segundo o pesquisador, o setor foi influenciado pela sazonalidade da cultura da maçã, que, nos primeiros meses do ano, demanda mão de obra para a colheita, sobretudo nas regiões da Serra e dos Campos de Cima da Serra.
Nas lavouras temporárias, o avanço no desenvolvimento das culturas agrícolas de verão acelerou o ritmo de contratações, em especial nas atividades de cultivo de cereais e da soja.
Também houve criação de empregos nas atividades do segmento “depois da porteira”, formado predominantemente por atividades agroindustriais, que somou 2739 novas vagas. O único ramo negativo foi o de fabricação de conservas, que registrou a perda de 153 postos de trabalho no Rio Grande do Sul.
O segmento constituído por atividades dedicadas ao fornecimento de insumos, máquinas e equipamentos para a agropecuária foi o único do agronegócio gaúcho a diminuir empregos em janeiro. Foram perdidos 35 postos nesse segmento.
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Comentários
Roger 08/03/2018 23h24min
Empregos temporários, baixa qualificaçao, exaustivos e insalubres. Agronegocio puxando aumento de empregos não é motivo para orgulho.