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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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trabalho

08/03/2018 - 09h04min. Alterada em 08/03 às 09h05min

Indicador antecedente de emprego avança 1,9 ponto em fevereiro

Alta no índice sinaliza uma possível recuperação do mercado de trabalho nos próximos meses

Alta no índice sinaliza uma possível recuperação do mercado de trabalho nos próximos meses


MARCELO G. RIBEIRO/JC
O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 1,9 ponto em fevereiro ante janeiro, para 109,6 pontos, informou nesta quinta-feira (8) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador alcança o maior nível da série histórica, sinalizando um possível cenário de aceleração no ritmo de recuperação do mercado de trabalho nos próximos meses, segundo a FGV.
"O otimismo com o maior crescimento da economia ao longo deste ano e a perspectiva de uma maior contratação ao longo de 2018 explicam o elevado nível do Indicador Antecedente de Emprego", avaliou o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 0,4 ponto em fevereiro ante janeiro, para 97,1 pontos. "Apesar da perspectiva de melhora futura, da criação de vagas e da expectativa de forte geração de empregos formais em 2018, a taxa de desemprego permanece em nível elevado. O ICD reflete a elevada taxa de desemprego do País. Apesar da geração de vagas, a expectativa é que a taxa de desemprego permaneça em níveis elevados", completou Barbosa Filho.
O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. Já o IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.
No IAEmp, seis dos sete componentes registraram avanços em fevereiro, com destaque para os que medem a situação dos negócios atual no setor de Serviços (+4,9 pontos) e da Indústria de Transformação (+4,4 pontos). No ICD, a alta foi influenciada pelos consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100 e R$ 4.800 (+3,1 pontos).
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