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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Aviação

Notícia da edição impressa de 08/03/2018. Alterada em 07/03 às 20h50min

Aprovado acordo de céus abertos entre Brasil e EUA

Companhias norte-americanas seguem proibidas de operar voos domésticos no País, e vice-versa

Companhias norte-americanas seguem proibidas de operar voos domésticos no País, e vice-versa


/JEWEL SAMAD/AFP/JC
O Senado aprovou ontem o projeto que ratifica acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos, firmado em 2011 entre os ex-presidentes Dilma Rousseff (PT) e Barack Obama. Aprovada em votação simbólica, a proposta segue agora para promulgação.
O acordo estabelece que abertura ou fechamento de novas rotas áreas entre Brasil e Estados Unidos passarão a ser livres, de acordo com a decisão das empresas. Ou seja, não haverá mais o limite atual de 301 voos semanais. As companhias norte-americanas, porém, continuam proibidas de operar voos domésticos no Brasil, e vice-versa.
Relator da matéria no Senado, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) avaliou, em seu parecer, que o ato internacional está em conformidade com a tradição de cooperação bilateral no setor de transportes aéreos entre os dois países.
"O tratado em apreciação visa ampliar a estrutura jurídica atinente aos serviços de transporte aéreo entre as partes para facilitar a continuação dessa relação mutuamente benéfica. Nesse sentido, convém destacar, também, que os maiores favorecidos do acordo serão os usuários do transporte público por aeronaves de passageiros, bagagem, carga e mala postal. Essa circunstância há de, por si só, incrementar a economia, o comércio e o turismo entre as partes", avaliou Anastasia.
Embora o acordo tenha sido firmado pela ex-presidente Dilma, o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), pediu o adiamento da votação na semana passada alegando que não havia consenso na bancada.
"Eu sei que isso começou a ser aprovado ainda no governo da presidenta Dilma Rousseff, só que, na nossa bancada, não há consenso. Eu tenho uma posição contrária a esse projeto. Eu acho que vai criar uma assimetria grande, vai prejudicar as empresas nacionais, nós estamos sendo vítimas de um processo de desnacionalização gigantesco", declarou o senador petista na última quinta-feira.
Alguns dos artigos do acordo já estavam em vigor, em razão de um memorando de entendimento entre os dois países. Entre eles, os que estabelecem regime de preços livres e criação de novos itinerários e oferta de codeshare.
Acordo de codeshare é um acordo de cooperação pelo qual duas companhias compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e mesmos canais de venda. Por meio dele, uma companhia pode transportar passageiros cujos bilhetes tenham sido emitidos por outra.
O acordo foi comemorado pelo grupo Latam. "Depois de sua aprovação final, o Joint Business Agreement promoverá benefícios para os clientes, como uma maior rede de voos, acesso a mais destinos e melhorias na conectividade", diz a empresa em nota.
O CEO da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier, destaca na anota que o acordo beneficia toda a sociedade brasileira e é fundamental para o desenvolvimento da aviação nacional. "Os céus abertos incentivarão o aumento das operações aéreas internacionais entre o nosso País e os Estados Unidos, proporcionando aos passageiros mais opções de viagem, destinos e conexões, além de melhores horários", afirma na nota.
Para a Latam, o acordo promove maior competição entre as empresas aéreas e um mercado de aviação mais moderno. Países que contam com a medida registram aumentos substanciais de voos entre as nações signatárias. Assim, a implementação do acordo promove a competitividade da aviação brasileira.
 

Fluxo de passageiros em rota internacional pode subir 47%

A aprovação do acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos pode elevar em até 47% o número total de passageiros em rotas internacionais com origem ou destino no Brasil. Essa é a projeção da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), segundo o Movimento Brasileiro pelos Céus Abertos.
Em nota, o movimento afirma que o acordo "retira as restrições e burocracias que impedem um maior número de voos internacionais entre os dois países, que sem o céus abertos é de apenas 301 voos semanais".
Segundo a entidade, a cada mil habitantes brasileiros são realizadas 26 viagens aos Estados Unidos. Em outros países onde o acordo já foi implementado esse número é de cerca de 53 viagens.
Doug Parker, CEO da American Airlines, lembra que a companhia defendia o acordo. "Os acordos de céus abertos comprovadamente resultam em um aumento das opções de voos e aumento da competição, levando a benefícios para consumidores e impactando positivamente no crescimento econômico dos países signatários. A American aplaude a decisão do Congresso brasileiro de aprovar este acordo", disse.
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