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Porto Alegre, sexta-feira, 02 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 02/03/2018. Alterada em 02/03 às 12h49min

Paulo de Tarso Pinheiro Machado deixa presidência da CEEE

Pinheiro Machado segue decisão do PSDB de entregar os cargos

Pinheiro Machado segue decisão do PSDB de entregar os cargos


FREDY VIEIRA/JC
Jefferson Klein
A pasta de energia e a mais importante companhia na área do estado do Rio Grande do Sul passam por mudanças em seus comandos. Enquanto, na tarde desta quinta-feira, Susana Kakuta, que estava à frente da diretoria do Badesul (agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia), teve celebrada sua posse como nova secretária de Minas e Energia, o presidente do Grupo CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, confirmou que deixará, em breve, o cargo na estatal.
A decisão de Pinheiro Machado é consequência da determinação do PSDB (partido ao qual é filiado) de entregar os seus cargos e sair do governo de José Ivo Sartori. A mesma situação fez com que o ex-secretário de Minas e Energia Artur Lemos Júnior abandonasse a função. Pinheiro Machado explica que não saiu ao mesmo tempo que Lemos devido aos compromissos corporativos e institucionais que a presidência do Grupo CEEE implica.
O dirigente, que assumiu a direção da estatal em 22 de janeiro de 2015, detalha que está esperando reunir-se com o governador (uma agenda que já solicitou) para comunicar a decisão e discutir o tempo que ainda ficará exercendo a atividade para ser encontrado um substituto. Enquanto o presidente do Grupo CEEE está prestes a sair do governo, Susana começa a sua gestão à frente da Secretaria de Minas e Energia enfatizando que o setor de energia é um fator de competitividade de extrema importância.
A secretária ressalta que o Rio Grande do Sul possui uma matriz energética limpa, com mais de 60% da participação sendo representada pela hidreletricidade e 16% pela geração eólica. Além das renováveis, Susana considera relevante a implantação do complexo carboquímico no Estado, que permitirá produzir uma série de produtos químicos (como metanol, amônia e ureia) a partir da gaseificação do carvão. Outra situação com a qual a nova secretária terá que lidar é a adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal, que passa pela discussão das privatizações das estatais (CEEE, CRM e Sulgás).
Susana afirma que compactua com uma política de governo que tem como foco do Estado as responsabilidades essenciais, como saúde, segurança e educação, deixando para o setor empresarial o que é da área do mercado. "Essas três empresas estão em um segmento econômico de uma importância estratégica e, sem as amarras e a burocracia que o Estado hoje tem, poderão crescer ainda mais", defende. Diferentemente de Lemos e Pinheiro Machado, Susana não possui filiação partidária. "Sou uma indicação técnica, sou da cota do governador, minha carreira é técnica", diz a secretária. Susana tomou posse no Palácio Piratini, com a presença do governador e de vários empresários e políticos. No entanto, nenhum dos presidentes das estatais de energia esteve presente.
Com a saída de Susana, provisoriamente passa a responder pela direção do Badesul o vice-presidente, Paulo Odone. Contudo, devido à nova Lei das Estatais - Lei nº 13.303 -, que acarreta alguns obstáculos para pessoas que, recentemente, participaram de estrutura partidária ou de campanha eleitoral, Susana adianta que, dentro dos próximos meses, devem ser eleitos os novos diretores do banco.
Antes do Badesul, Susana dirigiu a Unidade de Inovação e Tecnologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e foi gestora executiva do Tecnosinos - o Parque Tecnológico de São Leopoldo. Foi também presidente da Caixa-RS, diretora de Operações do Sebrae-RS e coordenadora da Unidade de Competitividade Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Possui doutorado em Sociologia e Economia Internacional pela Universidade Complutense de Madri.
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