Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 11 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

COMENTAR | CORRIGIR

Música

Notícia da edição impressa de 12/03/2018. Alterada em 09/03 às 17h42min

Música em transição: Carne Doce volta ao Rio Grande do Sul para encerrar turnê

Banda Carne Doce volta ao Rio Grande do Sul no encerramento da turnê do disco Princesa

Banda Carne Doce volta ao Rio Grande do Sul no encerramento da turnê do disco Princesa


RODRIGO GIANESI/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Há quase 12 meses, o grupo goianiense Carne Doce estreava em Porto Alegre, com direito a realização de show extra devido à procura. O mote era a divulgação do disco Princesa (2016), trabalho que aumentou a projeção do quinteto em todo o Brasil. Um ano depois, a banda volta ao Sul (com shows em Caxias do Sul, Santa Maria e na Capital) para despedir-se da turnê do mesmo álbum e se preparar para outro ciclo. Com gravações neste mês, um álbum novo tem previsão de lançamento para a metade de 2018.
Salma Jô (voz), Macloys Aquino (guitarra), João Victor (guitarra), Aderson Maia (baixo) e Ricardo Machado (bateria) são expoentes da mesma cena musical que revelou Boogarins. Como uma legítima banda independente, os músicos da Carne Doce centralizam nos seus dois primeiros integrantes (e fundadores) também as tarefas de agenciamento e assessoria.
Entretanto, a rotina de "ralação" e dilemas artísticos é até maior do que imaginavam no começo da carreira, em 2014, quando colocaram no mercado o disco de estreia, batizado com o mesmo nome do grupo. Com o sucesso, a pressão também tem aumentado: "muitas meninas se sentem representadas", afirma a vocalista, em referência às suas letras.
Embaladas por uma sonoridade que flerta com elementos do universo do indie rock, as poesias de Salma não evitam temas como aborto (em Artemísia) ou sexualidade (Princesa). "Tenho as minhas bandeiras. Isso pode ser transferido para a música, mas minha primeira intenção é me emocionar", descreve ela, que vem debatendo qual seu papel como compositora com uma certa visibilidade. "Não acredito nem que eu tenha competência de ser essa militante, de fazer hinos, de me manifestar sem limites entre o artístico e o político. Foco mais na emoção, mesmo, mas cada vez mais sinto essa responsabilidade."
Se a cantora passa por um momento de dúvidas sobre as implicações de ser uma comunicadora, a banda também vive uma fase mais autocrítica, conforme ela destaca. As músicas novas estão em processo de criação de arranjos.
Algumas delas já vão constar nos repertórios da turnê pelo Rio Grande do Sul - um teste de performance que vale também para perceber a recepção por parte do público. De acordo com Salma, as canções apresentam um clima mais introspectivo, em contraste com o material antigo do grupo, de característica explosiva, às vezes gritada. "Agora, meus vocais estão mais enxugados, suaves. Talvez isso reflita o que acabei de falar, de perceber a complexidade do nosso papel, de ter mais crises", reflete.
Após o sucesso de Princesa, a intérprete aponta que a pressão em torno do novo disco existe. Entre risos, relata o medo de perder tudo, de não emplacar músicas de sucesso e de não lançar um trabalho autêntico o suficiente. A diferença, cita ela, é que, no começo, os músicos sentiam mais a ansiedade de se provar a todo custo. "Agora, talvez estejamos mais confortáveis com a instabilidade que é (ser artista). Observamos nossos colegas... Vão existir momentos de criação com um alcance 'X' e uma qualidade tal, e outros com um alcance de outro tipo. Temos que ser humildes e aceitarmos o que vier." O quinteto foi contemplado em edital da Natura para a viabilização do projeto e de alguns shows de divu Cultura - Música em transição: Carne Doce volta ao Rio Grande do Sul para encerrar turnê
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

Assine Já

iOS   Android
Porto Alegre, domingo, 11 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

COMENTAR | CORRIGIR

Música

Notícia da edição impressa de 12/03/2018. Alterada em 09/03 às 17h42min

Música em transição: Carne Doce volta ao Rio Grande do Sul para encerrar turnê

Banda Carne Doce volta ao Rio Grande do Sul no encerramento da turnê do disco Princesa

Banda Carne Doce volta ao Rio Grande do Sul no encerramento da turnê do disco Princesa


RODRIGO GIANESI/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Há quase 12 meses, o grupo goianiense Carne Doce estreava em Porto Alegre, com direito a realização de show extra devido à procura. O mote era a divulgação do disco Princesa (2016), trabalho que aumentou a projeção do quinteto em todo o Brasil. Um ano depois, a banda volta ao Sul (com shows em Caxias do Sul, Santa Maria e na Capital) para despedir-se da turnê do mesmo álbum e se preparar para outro ciclo. Com gravações neste mês, um álbum novo tem previsão de lançamento para a metade de 2018.
Salma Jô (voz), Macloys Aquino (guitarra), João Victor (guitarra), Aderson Maia (baixo) e Ricardo Machado (bateria) são expoentes da mesma cena musical que revelou Boogarins. Como uma legítima banda independente, os músicos da Carne Doce centralizam nos seus dois primeiros integrantes (e fundadores) também as tarefas de agenciamento e assessoria.
Entretanto, a rotina de "ralação" e dilemas artísticos é até maior do que imaginavam no começo da carreira, em 2014, quando colocaram no mercado o disco de estreia, batizado com o mesmo nome do grupo. Com o sucesso, a pressão também tem aumentado: "muitas meninas se sentem representadas", afirma a vocalista, em referência às suas letras.
Embaladas por uma sonoridade que flerta com elementos do universo do indie rock, as poesias de Salma não evitam temas como aborto (em Artemísia) ou sexualidade (Princesa). "Tenho as minhas bandeiras. Isso pode ser transferido para a música, mas minha primeira intenção é me emocionar", descreve ela, que vem debatendo qual seu papel como compositora com uma certa visibilidade. "Não acredito nem que eu tenha competência de ser essa militante, de fazer hinos, de me manifestar sem limites entre o artístico e o político. Foco mais na emoção, mesmo, mas cada vez mais sinto essa responsabilidade."
Se a cantora passa por um momento de dúvidas sobre as implicações de ser uma comunicadora, a banda também vive uma fase mais autocrítica, conforme ela destaca. As músicas novas estão em processo de criação de arranjos.
Algumas delas já vão constar nos repertórios da turnê pelo Rio Grande do Sul - um teste de performance que vale também para perceber a recepção por parte do público. De acordo com Salma, as canções apresentam um clima mais introspectivo, em contraste com o material antigo do grupo, de característica explosiva, às vezes gritada. "Agora, meus vocais estão mais enxugados, suaves. Talvez isso reflita o que acabei de falar, de perceber a complexidade do nosso papel, de ter mais crises", reflete.
Após o sucesso de Princesa, a intérprete aponta que a pressão em torno do novo disco existe. Entre risos, relata o medo de perder tudo, de não emplacar músicas de sucesso e de não lançar um trabalho autêntico o suficiente. A diferença, cita ela, é que, no começo, os músicos sentiam mais a ansiedade de se provar a todo custo. "Agora, talvez estejamos mais confortáveis com a instabilidade que é (ser artista). Observamos nossos colegas... Vão existir momentos de criação com um alcance 'X' e uma qualidade tal, e outros com um alcance de outro tipo. Temos que ser humildes e aceitarmos o que vier." O quinteto foi contemplado em edital da Natura para a viabilização do projeto e de alguns shows de divulgação.
Outro plano para o futuro é a realização de shows no Norte, para onde o grupo ainda não foi. Para isso, vão ter de enfrentar os entraves de horas de viagem novamente. Entre viagens de avião, carro, ônibus ou van, a vida de músico é cansativa, frisa a cantora. "Eu pensava que ia ser muita 'ralação', até mais do que nós passamos. Pelo que vejo dos nossos amigos mais bem-sucedidos, eles ralam mais mesmo. O trabalho impõe, mas o desgaste físico é maior do que imaginava", destaca Salma, divertindo-se: "Pelo que postamos (nas redes sociais), parece que estamos sempre no luxo, mas são só os melhores momentos".

Agenda da Carne Doce no Estado

Caxias do Sul: dia 14/3
Local: Sesc Caxias (Moreira Cesar, 2.462)
Horário: 20h
Ingressos: entre R$ 12,00 e R$ 30,00 na bilheteria
Santa Maria: dia 15/3
Local: Rockers (Helvio Basso, 1.241)
Horário: 22h
Ingressos: R$ 25,00 no site polvotickets.com.br
Porto Alegre: dia 16/3
Local: Agulha (Conselheiro Camargo, 300)
Horário: 22h30min
Ingressos: R$ 40,00 no site www.maisshows.com
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia