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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Opinião

Notícia da edição impressa de 14/03/2018. Alterada em 13/03 às 16h56min

O que as empresas precisam fazer para recuperar a lucratividade

Volnei Ferreira de Castilhos, professor da FGV, consultor, conselheiro e palestrante Crédito Acervo Pessoal Divulgação

Volnei Ferreira de Castilhos, professor da FGV, consultor, conselheiro e palestrante Crédito Acervo Pessoal Divulgação


/ACERVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Volnei Castilhos
O ano de 2018 está em andamento e as esperanças se renovam. As empresas buscarão a recuperação das perdas de seus Balanços que vem ocorrendo desde 2008 onde começou a maior crise econômica dos País.
As consequências da crise econômica e política vivida no Brasil foram: queda de faturamento e fechamento de muitas empresas, redução drástica da quantidade de empregados, maior índice de desemprego da história do país e aumento do nosso Risco Brasil perante agências internacionais de classificação de Risco.
Essa falta de confiança no Brasil fez com que perdêssemos todos os selos de credibilidade pelas agências internacionais de riscos. Manter uma empresa no mercado no Brasil é um verdadeiro exercício de superação pois são quase 2.500 horas para atender todas as obrigações fiscais e tributárias. Só com bons contadores com visão de controladoria para auxiliar as empresas nessas atividades.
Com um cenário politico de ano de eleição para presidência da República, Copa do Mundo e a economia se recuperando lentamente percebe-se que as empresas precisam ter no mínimo as seguintes estratégias:
  • Valorizar o maior ativo das empresas que são as pessoas. Gestão de pessoas é o grande diferencial das empresas de Sucesso. Recomenda-se aproximar mais o RH de todos os colaboradores.
  • No planejamento estratégico, avaliar as oportunidades e ameaças com a Indústria 4.0, robôs inteligentes, Inteligência Artificial, drones, produtos e serviços para o aumento do tempo de vida dos brasileiros, reforma trabalhista e aumentar as vendas através do comércio eletrônico. Inovação permanente em tudo. Buscar novos mercados no Brasil e exterior.
  • Ainda têm muitas empresas com planejamento estratégico escrito, mas sem aplicação. A estratégia precisa clara.
  • Continuar aumentado as reservas de Capital de Giro, pois o caixa é o rei na boa gestão. Empresas sem capital de giro próprio ficam vulneráveis. Reduzir a inadimplência para o menor número possível e Vender com lucro. Conhecer melhor a situação financeira dos clientes.
  • Um bom Fluxo de Caixa com Visão de Controladoria com análises em tempos reais.
  • Fortalecer as ações internas com os colaboradores através do incentivo de programas de melhorias para reduções de custos como foco em melhorias de processos.
  • Ter uma boa Contabilidade para análise, tomada de decisão e não somente para fins fiscais.
  • Aproximação maior com os clientes. Com a crise, os consumidores estão cada vez mais exigentes. O pós-venda tradicional deve ser reavaliado e reinventado. Acompanhar diariamente o comportamento do consumidor e dar retorno.
  • Melhorias constantes no design dos produtos. Conseguiremos responder em poucos minutos quantos anos ou meses ainda estaremos vendendo nossos produtos atuais?
  • A governança corporativa e compliance como estratégia de sobrevivência no curto e longo prazo. A sucessão nas empresas familiares, profissionalização e o acordo/protocolo de acionistas deverão estar nas prioridades.
  • Além de alongar as dívidas com custos altos, é necessário melhorar a gestão para não errar novamente. A empresa de sucesso tem uma gestão profissionalizada e focada em resultados. Sem lucro não vamos a lugar nenhum.
  • Integração maior do comercial, RH, financeiro, fábrica e marketing para recuperar o lucro perdido nos últimos anos.
  • Observar se está sendo utilizado linhas adequadas para financiar as operações de capital de giro e capital fixo da empresa. Para aumentar as vendas é necessário ter capital de giro. Se não tiver um ciclo financeiro positivo a empresa cresce faturamento e reduz a margem líquida.
  • Criar na empresa o conceito de criar valor ao invés de lucro. Não se esquecer do planejamento tributário e uma contabilidade com foco em controladoria.
  • Ter um sistema de informações gerenciais para tomada de decisão que propicie informações em tempo real para todas as áreas da empresa.
Quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino.
 
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