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Porto Alegre, terça-feira, 06 de março de 2018.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Opinião

Notícia da edição impressa de 07/03/2018. Alterada em 06/03 às 17h59min

No tempo certo!

ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
Ana Tércia Lopes Rodrigues
Hoje, quero me dirigir à classe contábil de uma maneira especial. Estamos à véspera de mais um Dia Internacional da Mulher, e antes que digam "o quão desgastada está essa data", "que a mulher já conquistou todos os espaços que pretendia", "que está em maior número no mercado de trabalho, nas faculdades e no mercado consumidor", quero manifestar minha percepção dos fatos.
A temática de gênero é contagiante e está longe de se esgotar. Estamos saboreando o resultado de todos os dilemas e esforços de nossas mães e avós, no compromisso de que cada geração chegue no futuro mais preparada para conviver com as diferenças, aceitá-las e respeitá-las.
Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas, enquanto cidadãs, queremos ser respeitadas, valorizadas e ter as mesmas oportunidades que qualquer pessoa independente de gênero, etnia, condição física, opção sexual ou religiosa.
Quando o mundo entender isso, estaremos mais evoluídos e prontos para dar novos passos, avançando para conquistas maiores enquanto sociedade.
Uma sociedade só é evoluída se todos os seus integrantes puderem sonhar, almejar e escolher livremente o que querem para suas vidas. Essa é a diferença entre homens e mulheres ao longo da história. Os homens sempre puderam fazer suas escolhas sabendo que tudo o que almejassem seria possível de ser conquistado, pois outros já haviam desbravado os caminhos. As mulheres, não! Nossas conquistas são tardias, não por falta de talento, mas por falta de oportunidades ou porque leis nos impediam. Não esqueçam que nosso direito a voto só foi conquistado em 1932. Essa falta de oportunidades é altamente danosa, pois vai minando a autoestima a ponto de as pessoas subestimarem suas próprias competências, se sabotarem ou serem sabotadas, sendo, assim, envolvidas no ciclo vicioso da dúvida em detrimento do ciclo virtuoso das certezas que encorajam e motivam.
Nossa competência tem que ser provada, testada, pois a nossa natureza instintiva foi sobrepujada por longos anos de um discurso uníssono sobre as nossas fragilidades.
Eis que, aos poucos, vamos irrompendo da zona de conforto, na qual estávamos comodamente confinadas, e a força dessa redescoberta do poder é incontrolável.
Ao chegar nos altos escalões das empresas, é como se gritássemos para as demais: "Eu posso!", "eu consegui!", "você também consegue!", "experimenta!", "eu te ajudo!". Essas mensagens subliminares falam mais do que palavras. Os bons exemplos contagiam.
Ao celebrarmos mais um Dia Internacional da Mulher, também quero comemorar a conquista de um espaço de liderança nunca antes ocupado por mulher, num momento em que estamos quantitativamente equilibrados em número de registros por gênero no Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS). Momento em que os cursos de Ciências Contábeis estão formando mais mulheres do que homens - já estava na hora de nós, mulheres, assumirmos esse protagonismo.
Trago à reflexão uma frase do grande pensador Victor Hugo: "Não há nada tão poderoso como uma ideia cujo tempo chegou."
Mulheres, o momento é esse! A hora é agora! Não temos tempo a perder! A história nos espera com suas páginas em branco para que possamos escrever uma linda trajetória de profissionalismo, conquistas, ineditismo e quebra de paradigmas.
Na condição de presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, liderando um plenário composto por 51 conselheiros, dos quais 16 são mulheres, quero que todas as demais contadoras e técnicas em Contabilidade sintam-se representadas e homenageadas neste 8 de março, que, para mim, tem um sabor todo especial.
O protagonismo feminino chegou à Contabilidade gaúcha no auge dos 70 anos de existência do CRCRS. Nem cedo, nem tarde, no tempo certo!
Presidente do CRCRS
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