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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Segurança Pública

19/02/2018 - 14h20min. Alterada em 19/02 às 14h25min

Líderes de oposição se abstêm em reunião de conselho e criticam intervenção no RJ

Guimarães (direita, na foto) alega que governo não tem dados para justificar intervenção

Guimarães (direita, na foto) alega que governo não tem dados para justificar intervenção


Marcos Corrêa/PR/Divulgação/JC
Após reunião do Conselho da República, os líderes da oposição na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Senado, Humberto Costa (PT-PE), avaliaram nesta segunda-feira (19), que o governo não possui dados suficientes que justifiquem o decreto de intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro.
O presidente Michel Temer continua reunido no Palácio do Planalto com o líder do governo no Senado, Romero Jucá, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Eunício Oliveira e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun. 
"A decisão da intervenção não está baseada em dados que existem", criticou Costa. Para Guimarães, a edição do decreto partiu de uma decisão "atabalhoada" e foi um "tiro no escuro". "Na reunião ficou muito claro que não houve planejamento", disse Guimarães. Os líderes disseram que pediram informações sobre aumento da criminalidade no Estado, resultados de outras ações das Forças Armadas no Rio de Janeiro, além de gastos e resultados esperados com a intervenção, e não obtiveram respostas.
De acordo com Costa, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, utilizou três reportagens de jornais como base para a sua explanação no encontro. O senador avaliou que a decisão pela intervenção partiu de notícias sobre a criminalidade durante o feriado de carnaval, mas "não foi balizada em dados de alguma mudança significativa que viesse a justificar a decisão". "Por que outros instrumentos não foram utilizados antes?", questionou o senador.
Costa e Guimarães se abstiveram da votação do Conselho sobre o decreto nesta segunda-feira, mas destacaram que o pleito era meramente simbólico, pois o grupo tem apenas caráter consultivo. Eles afirmaram que não votaram contra o decreto porque querem consultar os demais membros da minoria para se posicionar antes da votação na Câmara. Uma reunião está marcada para as 17h.
"A Minoria vai avaliar e vamos tirar posição. Dificilmente votaremos uma matéria dessas sem informações e sem objetivos e motivações. Podemos fazer obstrução, mas ainda vamos avaliar", declarou Guimarães. Segundo ele, os representantes das Forças Armadas cobraram o governo durante a reunião por mais recursos e mais tecnologia para conseguirem tomar as medidas necessárias no Estado do Rio.
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