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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 01/03/2018. Alterada em 28/02 às 21h53min

Intervenção militar

Paulo Franquilin
O episódio da intervenção militar no Rio de Janeiro vem atestar a incapacidade dos gestores públicos daquele estado no gerenciamento da segurança pública. Tudo começa quando as polícias, em determinado período, são orientadas a não subirem nos morros, deixando o território livre para os criminosos, em acordo entre governantes e os líderes do tráfico. Depois, com a troca do ocupante da cadeira de governador, começam as experiências para pacificar as comunidades, com a criação de Unidades de Polícia Pacificadora, colocando policiais militares em locais estratégicos das favelas cariocas.
Os experimentos têm duração curta, logo os traficantes retomam as suas posições, as polícias recuam, vêm a Copa do Mundo e as Olimpíadas, com o acréscimo de integrantes das Forças Armadas no combate ao crime. Passados os grandes eventos, quando todos lucraram, inclusive os traficantes de drogas, pois venderam muito, há uma mudança, com redução dos efetivos policias e aumento do poderio de fogo dos criminosos. Quando os ex-governadores passam a figurar como réus em casos de corrupção vêm à tona muitos desvios de dinheiro público, inclusive da segurança pública, não aplicados de forma correta. Depois vem a crise econômica do Rio de Janeiro, quando os salários dos servidores deixam de ser pagos por meses, expondo mais a má gestão do setor público, com policiais sem dinheiro para sua sobrevivência e expostos a trabalhar sem condições, com falta de equipamentos e veículos.
Durante o Carnaval a violência chegou aos bairros nobres e turísticos, assustando os administradores públicos, com notícias de arrastões contra turistas estrangeiros, prejudicando o turismo, uma das áreas mais lucrativas do Rio de Janeiro. Com este cenário, o governo federal interviu no Rio de Janeiro, que passa a ter um governador que administra todas as secretarias, exceto a Segurança Pública, a cargo de um general do Exército, o qual só se reportará ao presidente Temer. Interessante o governador Sartori ficar atento, pois, se a moda pega, vai ficar sem comandar a Segurança Pública.
Jornalista e escritor
 
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