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Porto Alegre, terça-feira, 20 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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petróleo

Notícia da edição impressa de 20/02/2018. Alterada em 19/02 às 20h13min

Polícia Federal abre inquérito sobre propina em plataformas

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito, no âmbito da Operação Lava Jato, para investigar suposta propina em contratos da Petrobras com a empresa Technip, envolvendo cinco plataformas. O procedimento foi iniciado em dezembro do ano passado.
O alvo da Lava Jato são as plataformas P-51, P-52, P-56, P-58 e P-62. A suspeita de vantagem indevida foi delatada por Zwi Skornicki, operador de propina na Petrobras, que apontou a "anuência de Frederic Delormel, executivo da Technip". "Zwi Skornicki forneceu os documentos e extratos bancários de suas contas mantidas no exterior e utilizadas para a concretização dos pagamentos das vantagens indevidas", narrou o Ministério Público Federal (MPF) ao pedir a abertura do inquérito.
Documentos ligados à Technip foram apreendidos com o operador de propinas Mario Goes - também delator na operação. Os procuradores veem indícios de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa no caso.
Zwi Skornicki representava o Grupo Keppel Fels, que formou, com a Technip, um consórcio para construção de plataformas. Pagamentos indevidos sobre a P-51, P-52, P-56 e P-58 já foram pivô de uma denúncia da Lava Jato.
Em abril de 2016, o MPF apontou lavagem de dinheiro por meio de transferências feitas por Zwi Skornicki para os marqueteiros de campanhas do PT Mônica Moura e João Santana, a partir de contas no exterior em nome de offshores não declaradas. A denúncia indicou a transferência de US$ 4,5 milhões a Santana e Mônica por crimes cometidos diretamente contra a Petrobras. A investigação apontou contratos firmados diretamente entre empresas do Grupo Keppel Fels e a estatal com pagamentos indevidos nas plataformas P-51, P-52, P-56 e P-58 e contratação de estaleiros.
João Santana e Mônica Moura foram condenados por lavagem de dinheiro em fevereiro de 2017. O casal pegou oito anos de quatro meses. Na 2ª instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a pena. Os marqueteiros são delatores da Lava Jato. O casal assinou o acordo em março de 2017. A Technip informou que não comenta alegações. "De toda forma, gostaríamos de reafirmar que a Technip tem como compromisso a condução de suas atividades com os padrões mais altos de honestidade, integridade e justiça, e de acordo com as leis aplicáveis."
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