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Porto Alegre, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Opinião

Notícia da edição impressa de 28/02/2018. Alterada em 27/02 às 16h43min

O profissional contábil e seus desafios para 2018

Denise Nunes
É fato que a contabilidade vem passando por várias transformações ao longo dos últimos anos, adequação a normas internacionais de contabilidade, sistema Sped da Receita Federal do Brasil (RFB), leis, instruções normativas, medidas provisórias, no âmbito federal, estadual e municipal, a inclusão da responsabilidade do contador junto ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), recentemente tivemos a tão esperada reforma trabalhista, alterações no Simples Nacional, entre tantas outras questões burocráticas que impactam diretamente na vida profissional do contador e na sua responsabilidade perante ao empresário, governo e sociedade.
Para 2018, não poderia ser diferente, a RFB, através a IN 1.761/17, tratando da obrigatoriedade de prestação de informações relativas a operações liquidadas em espécie quando em valores iguais ou superiores a R$ 30 mil, que afetam diretamente contribuintes PF e PJ. Outra implementação de suma importância é o eSocial no decorrer do ano, de forma escalonada, "como medida de desburocratização, o eSocial gera ganhos à economia brasileira e contribui para a melhoria do ambiente de negócios do País", como cita o site oficial do Sped, porém ainda gera muitas dúvidas no meio contábil e principalmente para os empregadores, mesmo que de forma gradual, irá minimizar uma série de obrigações acessórias, ainda assim demandando uma atividade extremamente intelectual de nossa classe, que busca pela excelência em suas atividades e preservação de seus clientes e principalmente dos colaboradores, com informações pontuais, fidedignas, transparentes e tempestivas. No projeto apartado do eSocial, teremos a EFD Reinf que trata das retenções e outras informações fiscais.
Na parte de legalização de empresas, várias já foram as modificações implementadas pela Jucis em 2017, como a via única, a pesquisa prévia de viabilidade vinculada com as prefeituras, entre outras. Para 2018, já existe a programação, a partir de março, para o registro digital (Resolução nº 11/2017) deverão ter certificado pessoa física de seus sócios para constituições, alterações e distratos e demais serviços; porém, como outras mudanças nas juntas comerciais ocorridas em nível nacional, sabemos que isso irá gerar demora para adaptação do sistema, aplicabilidade do mesmo e, claro, nosso poder de argumentação com os clientes para explicar mais um gasto imposto ao contribuinte com a emissão da certificação, embora acreditamos que essa nova determinação seja mais segura para o empresário com relação aos seus atos societários.
Esses foram apenas exemplos citados de mudanças significativas para 2018, entre outras que estão por vir, como a reforma previdenciária e tributária, e obviamente a movimentação do governo para acelerar outras medidas, pois o ano, além de significativas alterações, é ano eleitoral e de Copa do Mundo.
Em suma, o contador, em seus desafios passados, atuais e na preparação para 2018, deve ter como premissa que sua função é indispensável para o País. Temos que manter o foco em nossa busca incansável pelo conhecimento, agir com ética e transparência. É preciso motivação para derrubar as barreiras que bloqueiam nossa própria valorização enquanto profissional.
É necessário demonstrar para o contribuinte o quão importante a figura do contador é para sua organização, controlando suas finanças e auxiliando na perspectiva de um futuro promissor para o empresário, colaborador e grande gerador de recursos da máquina pública, mesmo que ainda nossos tributos não sejam repassados como deveriam para a sociedade. A crença em um futuro melhor deve ser maior que nossas visões pessimistas a que estamos expostos todos os dias como os temas envolvendo políticos em corrupção, lavagem de dinheiro e organizações criminosas. 
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