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Porto Alegre, domingo, 04 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Opinião

Notícia da edição impressa de 05/03/2018. Alterada em 02/03 às 19h54min

A queda da Selic é boa para as micro e pequenas companhias?

Alexandre Góes
No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) reuniu-se e, pela 11ª vez consecutiva, decidiu baixar a taxa Selic, que agora opera em 6,75% ao ano. O índice, que chegou ao menor nível da história, não surpreendeu os analistas financeiros, mas para alguns empresários - especialmente os que têm pequenos e médios negócios - trouxe uma dúvida: o que isso muda?
Em tese, a redução da taxa básica estimula a economia, pois os juros menores barateiam o crédito e, como consequência, incentivam a produção e o consumo em um cenário de movimentação econômica fraca. Assim, para os empreendedores que passam por dificuldades financeiras ou têm projetos entravados por falta de investimento, a situação tende a melhorar, já que as taxas para conseguir crédito caem.
Mas, na realidade, as pequenas e médias empresas não têm sentido os efeitos da baixa da Selic. Os juros do cheque especial e do cartão de crédito, por exemplo, ainda alcançam níveis absurdos; e, ao que parece, o cenário não mudará a curto prazo.
Felizmente, essa situação propicia o crescimento de outras instituições financeiras que oferecem verdadeiros benefícios aos empreendedores: as fintechs. Além da possibilidade de juros mais baixos, essas startups diferenciam-se por proporcionar praticidade e agilidade - qualidades fundamentais àqueles que procuram crédito para aperfeiçoar ou, em muitos casos, garantir a sobrevivência do negócio no mercado.
Os números refletem o fortalecimento dessa tendência que, ao que tudo indica, veio para ficar. Entre 2016 e 2017, o número de fintechs no país cresceu 140%, de acordo com a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs).
Os reflexos da crise, aliados à falta de tempo que atinge a rotina dos empresários, faz com que, cada vez mais, os processos precisem ser desburocratizados para atender às necessidades de quem empreende. Às instituições financeiras, portanto, cabe aprimorar constantemente os serviços para conquistar esse público. Mas, afinal, quem ganha em meio a essa competição? Quem souber inovar mais e, principalmente, as PMEs, que desfrutarão do aperfeiçoamento dos serviços disponíveis.
Diretor de Meios de Pagamentos da TrustHub
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