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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 25/01/2018. Alterada em 24/01 às 23h58min

Usina Pampa Sul está com 75% das obras concluídas

Com inauguração prevista para 2019, empreendimento teve custo ampliado para R$ 2,5 bilhões

Com inauguração prevista para 2019, empreendimento teve custo ampliado para R$ 2,5 bilhões


/ENGIE BRASIL ENERGIA/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Em meio a um processo de venda, a usina a carvão Pampa Sul encontra-se na reta final da sua construção no município de Candiota. Atualmente, a obra verifica um avanço de 75%, e a planta deve entrar em operação no começo de 2019. Enquanto desenvolve os trabalhos, o grupo Engie também busca alienar o empreendimento e seu projeto de expansão (chamado de Pampa Sul 2), e o complexo termelétrico catarinense Jorge Lacerda.
Segundo o CEO da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, a caldeira da Pampa Sul está com montagem adiantada, e a barragem e a estação de captação de água, assim como a linha de transmissão necessária para escoar a produção de energia, já foram concluídas. No momento, em torno de 4 mil empregados estão atuando nas obras. "Este é o pico, quando temos a conclusão das obras civis e o acréscimo na montagem eletromecânica nas diversas frentes", ressalta Sattamini. De acordo com o dirigente, o investimento previsto na Pampa Sul é de R$ 1,8 bilhão, em dados da época do leilão em que o projeto vendeu sua futura geração, que ocorreu em novembro de 2014. Atualizado, o valor deve subir para cerca de R$ 2,5 bilhões.
A térmica operando na sua capacidade máxima nominal consumirá cerca de 245 mil toneladas de carvão por mês. Considerando que a usina irá operar a plena carga de oito a nove meses por ano, o consumo médio será de cerca de 160 mil toneladas por mês. A planta terá uma capacidade instalada de produção de eletricidade de 340 MW (cerca de 9% da demanda média de energia elétrica do Rio Grande do Sul).
Sattamini lembra que a Engie está em negociação aberta com um potencial comprador (a ContourGlobal, empresa de geração de energia com atuação internacional) que está realizando a due diligence (checagem das condições do negócio) quanto à Pampa Sul e ao complexo Jorge Lacerda. Contudo, não há um prazo estabelecido para a conclusão da venda dos ativos. Por enquanto, as companhias não estão informando os valores envolvidos na transação.
Uma das justificativas para a Engie desfazer-se desses empreendimentos é a estratégia global da empresa de descarbonização, ou seja, de sair da geração de energia a partir do carvão e de focar o crescimento em fontes renováveis. Confirmando a venda, o objetivo da Engie é que o novo investidor seja o responsável pelo término da construção da térmica. "De qualquer modo, esse é um ponto ainda em aberto e que dependerá das evoluções das negociações nas próximas semanas", diz Sattamini. O executivo detalha que, apesar de não ser o desejo da Engie, a possibilidade de venda após o término da obra não pode ser descartada, pois não existe compromisso firme assumido até o presente momento.
O plano de desinvestimento da companhia na térmica gaúcha inclui também o seu projeto de expansão, denominado de Pampa Sul 2. Diferentemente da Pampa Sul original, que tem um contrato de comercialização de energia já conquistado, a segunda etapa da usina precisa, ainda, garantir um mercado para sua geração.
O projeto de ampliação foi habilitado para participar no último leilão de energia nova realizado pelo governo federal em dezembro do ano passado, mas não chegou a vender sua produção. A Pampa Sul 2 é uma segunda unidade, semelhante à primeira, na mesma área, que utilizará algumas sinergias já instaladas na unidade 1. Essa segunda planta teria uma capacidade instalada de 345 MW e trabalharia com um volume de carvão de 320 toneladas de carvão/hora.
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Comentários
Fabrício Aguirre 09/02/2018 16h08min
Pelos números a segunda fase terá eficiência pior do que a primeira.