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Porto Alegre, terça-feira, 23 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 24/01/2018. Alterada em 23/01 às 23h06min

Parente considera permanecer na presidência da Petrobras

Em Davos, executivo disse que decisão dependerá das eleições

Em Davos, executivo disse que decisão dependerá das eleições


/GREG BEADLE/WORLD ECONOMIC FORUM/DIVULGAÇÃO/JC
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou ontem que pode considerar permanecer no cargo da companhia, dependendo do resultado das eleições presidenciais no Brasil em 2018. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, Parente disse que está "sendo muito cuidadoso" em estipular expectativas sobre o tema de se manter no comando da Petrobras e que a equipe está correndo para atingir a meta de vendas de ativos.
O executivo reiterou que a Petrobras não sofreu interferência do governo e que acredita que a gestão da companhia deve ser decidida através de indicação profissional, não pessoal. Ele ainda comentou que uma série de pesquisas mostra que a população brasileira não quer a privatização da Petrobras.
O presidente da Petrobras disse que o gás natural é muito importante para a empresa - que, neste momento, está aprimorando as tecnologias para ter melhor acesso à substância. Ele indicou que a petroleira não se dedicou mais ao gás natural até o momento, em razão da necessidade de investir fora do País para tal, em um momento em que a empresa necessitava se concentrar nas operações internas. As declarações foram realizadas em um painel no Fórum Econômico de Davos, denominado Perspectiva estratégica: sistemas de energia.
"Gás natural é o combustível de transição. Ainda é fóssil, mas polui muito menos que a gasolina, o diesel e outros", comentou Parente. "Esse é um tema muito importante para a minha empresa. Devido às características do País, nós apenas temos campos de gás associados a petróleo, no geral - é claro que temos exceções. Então a Petrobras, agora, está com cerca de 20% de gás e 80% de petróleo, e achamos que precisamos reequilibrar essas participações. Mas isso tem um impacto estratégico (na empresa), porque teríamos de ir para fora, e não ficar apenas no Brasil, como decidimos em 2016, em razão da crise que enfrentávamos. Tivemos de nos concentrar no Brasil e no core business (negócio principal) da empresa para sobreviver."
Na discussão sobre incentivos para os carros elétricos, o executivo disse: "É muito importante, na minha visão, verificar como a energia elétrica que move os carros é gerada. É muito importante. Sou totalmente a favor da energia renovável, de combustíveis mais limpos. Mas, ainda assim, o óleo e o gás ficarão por muitos anos".
Parente informou aos presentes que o Brasil, em sua visão, está fazendo "coisas boas" em termos de energia renovável. "Temos, por exemplo, o programa de etanol, que é muito bem-sucedido. É importante citar que, em termos de energia elétrica, temos muita geração eólica", citou.
Ele lembrou, ainda, na ocasião, que, para as empresas de óleo e gás, inovação é muito importante, e é necessário investir em novas formas de energia limpa, que é cada vez mais demandada. A inovação, na opinião de Parente, deve abranger não apenas o uso da energia, mas também a geração.
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