Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 05 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Cisjordânia

Notícia da edição impressa de 04/12/2017. Alterada em 03/12 às 18h21min

Palestinos alertam EUA sobre consequências de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

Para Abbas, ação representa uma ameaça para o futuro do processo de paz

Para Abbas, ação representa uma ameaça para o futuro do processo de paz


ABBAS MOMANI/AFP/JC
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, alertou ontem que o reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital de Israel prejudicaria os incipientes esforços da Casa Branca para buscar paz no Oriente Médio.
Os comentários vieram em meio a um impulso diplomático do líder palestino para reunir apoio internacional contra o possível movimento norte-americano. "Qualquer passo relacionado ao reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, ou a mudança da Embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, representa uma ameaça para o futuro do processo de paz e é inaceitável para os palestinos, árabes e também internacionalmente", disse Abbas a grupo de legisladores árabes que visitam Israel.
O presidente Donald Trump ainda não decidiu sobre reconhecer Jerusalém como a capital de Israel ou sobre a mudança da embaixada dos EUA de Tel Aviv para a cidade sagrada. A informação é de seu genro e conselheiro principal Jared Kushner, que diz que Trump ainda está pesando suas opções. Ontem, no Fórum Saban, uma conferência anual sobre política no Oriente Médio em Washington, Kushner informou que o presidente está "analisando vários fatos" antes do anúncio esperado para esta semana.
A Casa Branca, liderada por Kushner, realizou meses de reuniões com líderes da região antes da iniciativa de paz esperada. Embora a proposta seja de âmbito regional, pouco se sabe sobre os detalhes, incluindo se Trump continuará as políticas dos antecessores recentes em apoiar a noção de um estado palestino independente.
Israel considera Jerusalém como sua capital. A maioria das funções governamentais, incluindo o gabinete do primeiro-ministro, a Suprema Corte e o Parlamento, está localizada na cidade sagrada. No entanto, a comunidade internacional diz que o status da cidade deve ser determinado através de conversações de paz. Os palestinos consideram o Leste de Jerusalém, capturado por Israel em 1967, como sua capital.
O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rdeneh, disse ontem que o presidente esteve em contato com líderes árabes e mundiais para reunir oposição contra qualquer movimento norte-americano em Jerusalém. Ele disse que Abbas tinha estado em contato com líderes do Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Qatar, Kuwait e França. "Nós acreditamos que esse passo dos EUA, se acontecer, colocará a região em um novo curso e uma fase perigosa cujos resultados não podem ser controlados", ressaltou.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Sergio 05/12/2017 16h30min
Se todos os países do mundo resolvessem considerar a Amazônia uma área internacional, nós brasileiros, colombianos, venezuelanos, equatorianos deveríamos aceitar? Por que não internacionalizar outras cidades que são patrimônio da humanidade, como Tiro e Biblos no Líbano, a Damasco antiga na Síria, ou Jidá perto de Meca na Arábia Saudita. É óbvio que nenhum país é obrigado a aceitar isso. Jerusalém é Israel, não tem como separar um do outro.
Sérgio 05/12/2017 09h25min
Jerusalém era a capital do Reino de Israel no passado e tem sido a capital do Estado de Israel de fato desde 1948. A relevância de mudar a embaixada de algum país para lá é meramente um ato político, já que é ali que se encontra o Parlamento de Israel, e de onde o país é presidido desde que foi criado. Essa birrinha dos países não colocarem suas embaixadas em Jerusalém pouco afeta seu status como capital.