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Porto Alegre, domingo, 02 de julho de 2017. Atualizado às 22h39.

Jornal do Comércio

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Educação

Notícia da edição impressa de 03/07/2017. Alterada em 02/07 às 22h44min

Helenir quer dar continuidade a ações no Cpers

Educadora já convocou a categoria para manifestações nesta semana

Educadora já convocou a categoria para manifestações nesta semana


JONATHAN HECKLER/JONATHAN HECKLER/JC
Isabella Sander
Mais de 55% dos professores e funcionários de escolas estaduais optaram pela continuidade da gestão atual do Cpers/Sindicato, o maior sindicato do Rio Grande do Sul. Com 83,2 mil associados, a entidade terá como líder por mais três anos a professora Helenir Aguiar Schürer, presidente desde 2014. Diante da reeleição, ela pretende dar continuidade aos projetos já em andamento no Cpers.
"Passamos pelo filtro da categoria, que, com ampla vantagem, demonstra que quer, sim, diálogo e mobilização. Estamos muito felizes", comemora a professora. Com a vitória de apoiadores da Chapa 2, de Helenir, também nos Núcleos Regionais do Cpers, a tendência é de crescimento do apoio à direção e também da base. "Acertamos nas nossas propostas. A categoria aprovou e, agora, seguiremos na luta", garante.
A ideia é seguir com o projeto implantado desde 2014. "Como está dando certo, óbvio que não vamos mudar. Nesta terça-feira já iremos para a Praça da Matriz, onde seguiremos também na quarta e na quinta-feira, para mostrar resistência contra os projetos do governo do Estado", afirma Helenir.
Nesses dias, pode ocorrer na Assembleia Legislativa a votação de Projetos de Emenda Constitucional (PEC) envolvendo interesses dos professores e funcionários de escolas, como a extinção do "tempo fictício", ou seja, a possibilidade de o educador importar benefícios no caso de ter trabalhado em outra rede de educação, a extinção da licença-prêmio, o não pagamento de salário a servidores licenciados para atuar em sindicatos, o fim dos adicionais por tempo de serviço e o fim da obrigatoriedade de pagar em dia os salários e o 13º.
A Chapa 2 disputou contra outras três. A Chapa 1, inclusive, era encabeçada pela antiga presidente do Cpers Rejane Silva de Oliveira, que era candidata à reeleição em 2014, quando Helenir venceu a disputa. Os críticos à gestão atual dizem que a diretora da entidade é "pelega", o que significa dizer que compactua com os interesses do patrão, no caso o governo do Estado.
"A grande disputa na eleição foi essa. Havia quem achasse que o sindicato não estava fazendo o que a categoria queria e aqueles que concordavam com o sindicato. A nossa vitória mostrou o que a categoria de fato pensa", defende Helenir.
Entre as propostas da Chapa 2, estão a luta contra as reformas previdenciária e trabalhista, a defesa do IPE-Saúde, a reivindicação de pagamento do piso salarial nacional e a hora-atividade em um terço da carga horária. Também constam a defesa do plano de carreira, a exigência de melhorias de condições de trabalho e saúde, a luta contra a terceirização e pela realização de concursos públicos regularmente e a demanda pelo amplo debate sobre a reforma do Ensino Médio.
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