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Porto Alegre, domingo, 02 de julho de 2017. Atualizado às 22h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 03/07/2017. Alterada em 02/07 às 21h46min

Ao menos 51 países mantêm restrições à proteína brasileira, segundo ministério

Mais de três meses após a Polícia Federal iniciar a Operação Carne Fraca, ao menos 51 países, além da União Europeia (UE), ainda mantêm restrições à importação da carne brasileira, conforme levantamento feito pelo Ministério da Agricultura. Nove países bloqueiam totalmente as importações.
A lista também mostra que 42 países e a União Europeia (UE) ainda restringem a entrada dos produtos brasileiros. São casos de suspensão parcial na compra de carnes e reforço nas inspeções antes de as mercadorias serem vendidas para os consumidores. Segundo o levantamento, outros 20 países aceitaram as medidas anunciadas pelo Brasil e abriram seus mercados.
Com a credibilidade arranhada por sucessivas crises desde o início da operação - que investiga supostas fraudes na liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos -, o principal foco dos problemas está no mercado de carne bovina. Empresas exportadoras e pecuaristas tentam reconquistar a confiança dos compradores internacionais. Enquanto isso, as metas de expansão da participação brasileira no setor ficam em suspenso. O Brasil pretendia chegar a 10% de participação mundial do mercado de carnes (hoje, esse número é 7%) e buscava alcançar e ampliar a presença principalmente nos mercados de Japão, México e Coreia do Sul. Agora, o País administra crises, trabalha para reconstruir sua credibilidade e para não perder compradores. "A expectativa de ampliar a participação vai para o saco, porque é muito difícil exportar a mesma coisa que foi no ano passado", disse o analista da MB Agro Cesar de Castro.
O reflexo da crise nas exportações de carnes bovinas pode ser visto nos dados da balança comercial, divulgados pelo Ministério da Indústria e Comércio Exterior. De janeiro e maio deste ano, o Brasil exportou US$ 1,75 bilhão em carne bovina congelada, fresca ou refrigerada, queda de 4,6% ante o mesmo período de 2016. O recuo é ainda maior no volume total exportado: 10% a menos que em 2016, no acumulado do ano.
Mercados importantes como Rússia e China reforçaram as inspeções de produtos brasileiros. E, após passar a checar todos os carregamentos saídos do Brasil, os EUA identificaram "inconformidades sanitárias" em 11% dos produtos, segundo a Secretaria de Agricultura americana, o que levou à suspensão da compra da carne in natura brasileira.
 
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