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Porto Alegre, terça-feira, 18 de julho de 2017. Atualizado às 10h14.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 03/07/2017. Alterada em 02/07 às 21h44min

Após seis meses de governo, vereadores avaliam que Marchezan deve dialogar mais

Carlos Villela, especial para o JC
Neste sábado, completaram-se seis meses da posse do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Desde então, com apenas 11 vereadores integrando a base aliada oficial, não chegando a um terço do total de 36 parlamentares, a relação entre o Paço e a Câmara Municipal se mostrou um tanto quanto conturbada.
Sinais dessa dificuldade despontavam em algumas derrotas sofridas pela prefeitura na aprovação de projetos e no afastamento polêmico de Kevin Krieger (PP) do cargo de secretário de Relações Institucionais. A relação parecia ter azedado de forma definitiva no começo de junho, após o governo retirar o projeto que alterava o reajuste automático dos salários dos servidores públicos, fazendo com que a disponibilidade orçamentária do município tivesse prioridade sobre o gatilho da inflação. Marchezan divulgou um vídeo em sua página pessoal no Facebook, no qual apontou ter havido falta de coragem e de prioridades dos vereadores em aprovar projetos que considerava importantes.
"Nos primeiros meses foi complicado", relembra o peemedebista Idenir Cecchim. O vereador integrava uma das duas bancadas independentes do Legislativo, composta principalmente de parlamentares cujos partidos participavam da chapa de Sebastião Melo (PMDB) ao Paço Municipal. Com a entrada de Wambert Di Lorenzo (Pros) para a base do governo, Cecchim encaminhou a dissolução formal do bloco, embora ainda se posicione como independente.
Ele diz que percebe um esforço por parte do Executivo, especialmente vindo do vice-prefeito Gustavo Paim (PP) para melhorar o diálogo com os vereadores. De acordo com Cecchim, "algumas votações em que a prefeitura não foi feliz lá na Câmara" podem ter servido como alerta para aprimorar as relações entre os poderes. "O prefeito viu que precisa esclarecer, conversar antes."
O vereador Dr. Thiago Duarte (DEM), integrante da outra, e atualmente única, bancada independente formalizada dentro da Câmara, tem a mesma opinião. "A partir da assunção do vice-prefeito, a relação entre Câmara e prefeitura tem evoluído positivamente." Para ele a liberação da base para derrubar o veto parcial ao projeto que eleva o teto salarial do município abriu caminho para uma harmonia maior.
Questionado sobre o vídeo de Marchezan, Duarte diz que foi feito pelo prefeito para os seus eleitores, e que tem claro o seu papel dentro da Câmara. "A opinião individual de cada um não pode interferir na relação institucional", disse.
Integrante da base do governo, Cassiá Carpes (PP) é enfático: "o diálogo é fundamental". O vereador foi o único aliado a votar contra a derrubada do veto ao projeto que aumentava o teto salarial dos servidores municipais para R$ 30,4 mil. Antes contrário à aprovação do projeto, Marchezan liberou a base para que seu veto pudesse cair. "Ele acabou mudando de opinião sobre o tema, mas eu não. Votei com a minha convicção", disse. De acordo com Cassiá, Marchezan não pode ficar "refém" da Secretaria da Fazenda. "Quanto mais ceder para um grupo menor, mais pesa para a realidade do município."
Segundo o vereador, o grande desafio de Marchezan é fortalecer as secretarias municipais, pois a reestruturação administrativa fez com que alguns secretários acumulassem um número muito grande de tarefas. "Tinha que diminuir sim o número de secretarias, mas tem que ter cuidado porque em seguida pode não se ter força para sustentar a demanda da população." Agora, Cassiá acredita que a tendência natural é o governo começar a executar os projetos para a cidade prometidos durante a campanha, "e brigar menos com a sociedade, principalmente com o funcionalismo público".
 
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Comentários
Rogério Maestri 18/07/2017 00h11min
O mais interessante é o comentário do vereador que é base do governo Markezann"Agora, Cassiá acredita que a tendência natural é o governo começar a executar os projetos para a cidade prometidos durante a campanha, "e brigar menos com a sociedade, principalmente com o funcionalismo público". Ou seja, seis meses depois de começar o seu governo o apoiante do governo espera que ele comece a governar, que quem apoia diz isto, imaginem o que diz quem não o apoia.