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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de maio de 2017. Atualizado às 00h22.

Jornal do Comércio

Internacional

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Reino Unido

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 24/05 às 19h57min

Terrorista visitou a Líbia e 'provavelmente' a Síria

Governo britânico reforça segurança em pontos turísticos

Governo britânico reforça segurança em pontos turísticos


JUSTIN TALLIS/JUSTIN TALLIS/AFP/JC
Salman Abedi, o homem-bomba que se explodiu na segunda-feira na saída da Arena Manchester, no Reino Unido, após o show da cantora pop norte-americana Ariana Grande, havia visitado a Líbia e "provavelmente" a Síria, informaram ontem autoridades. Com isso, aumentam as suspeitas de que o atentado contou com ajuda externa.
A ministra do Interior britânica, Amber Rudd, afirmou que Abedi, de 22 anos, "provavelmente" não agiu sozinho. A polícia disse estar investigando uma "rede" terrorista.
O ataque, que ocorreu por volta das 22h30min (18h30min em Brasília), deixou 22 mortos e 64 feridos, dos quais 20 com gravidade. A explosão foi causada, segundo análise preliminar, por uma bomba caseira que, ao ser detonada, lançou pregos e estilhaços. O atentado em Manchester é o pior no país desde o ataque contra o sistema de transporte público de Londres em 2005, que deixou 52 mortos.
Abedi era conhecido das forças de segurança antes da ação, mas não era considerado uma ameaça. Cidadão britânico de origem líbia, ele havia visitado o país norte-africano recentemente - a Líbia enfrenta uma insurgência de grupos radicais islâmicos desde a deposição do ditador Muammar Kadafi, em 2011.
O ministro do Interior francês, Gérard Collomb, afirmou que as autoridades têm informações de que o terrorista provavelmente esteve na Síria, que também registra atividades de radicais, e que ele tinha laços "comprovados" com a milícia Estado Islâmico (EI).
Na terça-feira, o EI reivindicou o ataque contra a Arena Manchester com uma mensagem em seus canais oficiais. Não há prova, porém, de que a milícia, que controla territórios na Síria e no Iraque, tenha tido um papel na ação.
Ontem, a polícia britânica deteve três homens em Manchester por suspeita de ligação com o atentado. Na terça-feira, um suspeito já havia sido preso - segundo as autoridades, um dos quatro detidos até agora é irmão de Abedi.
Em Trípoli, capital da Líbia, a polícia também anunciou a prisão de Ramadan e Hashem Abedi, pai e irmão do terrorista. Segundo as autoridades, o irmão do homem-bomba, é suspeito de ligação com o EI e "sabia de todos os detalhes do plano" de ataque no Reino Unido.
Antes de ser detido, Ramadan, que é diretor da Força Central de Segurança em Trípoli, negou que Salman tenha relação com o terrorismo. "Nós não acreditamos em matar inocentes. Não somos assim", afirmou.
Ramadan relatou ter conversado com o filho por telefone há cinco dias e que ele parecia "normal". Também contou que seu filho esteve na Líbia há um mês e meio e que pretendia retornar para passar o Ramadã com a família.
O governo britânico elevou o alerta de terrorismo para o nível "crítico" pela primeira vez em uma década, indicando que um novo ataque pode acontecer a qualquer momento. A premiê Theresa May ordenou o reforço da segurança, pondo quase mil soldados nas ruas do Reino Unido. Ontem, militares eram vistos protegendo pontos movimentados como o Parlamento e o Palácio de Buckingham, em Londres. Em Manchester, porém, não houve mobilização extra.
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