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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de maio de 2017. Atualizado às 22h15.

Jornal do Comércio

Dia da Indústria 2017

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CENÁRIO/TECNOLOGIA

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 24/05 às 20h03min

Inovação gaúcha é destaque nacional

Estado lidera investimentos em TI e é polo de pesquisa e desenvolvimento de produtos na área

Estado lidera investimentos em TI e é polo de pesquisa e desenvolvimento de produtos na área


CEITEC/CEITEC/DIVULGAÇÃO/JC
Líder em investimentos em Tecnologia de Informação (TI) na América Latina e um dos maiores mercados do setor em nível mundial, o Brasil tem no Rio Grande do Sul um de seus principais polos de pesquisa e desenvolvimento. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a indústria gaúcha apresenta, nacionalmente, o maior percentual de empresas que implementaram inovações a partir de projetos de pesquisa feitos em parceria com empresas e universidades. 
"O Rio Grande do Sul tem um tecido industrial interessante, um quadro de universidades muito boas e um setor público importante", analisa o geógrafo Iván Tartaruga, pesquisador da Fundação de Economia e Estatística (FEE), lembrando que a interação entre empresas, academia e governo é decisiva para a inovação, especialmente nos países mais desenvolvidos. "A crítica é não haver aqui (no Brasil) uma sinergia entre esses atores, que acabam não formando um sistema."
O setor ainda pode se expandir em termos qualitativos e quantitativos. "Temos carência de programadores no Estado. Temos tradição de profissionais criativos, como ilustradores e roteiristas para games. Mas falta (quem faça) o código, que é o programador", explica o diretor-presidente da regional gaúcha da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Alex Hermann. Na estimativa da entidade, há cerca de 400 vagas para programadores no Estado, com exigências cada vez mais específicas, segundo Hermann. "O programador que fica sentado e não estuda as novas ferramentas vai ficar sem emprego no futuro."
Um futuro próximo, no qual a tecnologia será a grande protagonista. A chamada Internet das Coisas, ao lado do conceito de cidades inteligentes, sugere um universo de interatividade total. Identificação automática de pessoas e veículos, provadores que sugerem combinações de roupas em lojas, sinaleiras que automaticamente liberam o tráfego para ambulâncias em emergências e monitoramento digital da armazenagem de vacinas são algumas dessas possibilidades, que poderão tornar-se realidade nos próximos anos. "Uma coisa fundamental na Internet das Coisas é você poder identificá-las. Outra é que algumas dessas coisas sejam inteligentes e possam se comunicar. O nosso chip pode ser a base para que tenhamos esse tipo de aplicação. Cada vez que utilizo isso em um determinado segmento, tenho vários softwares que vou precisar desenvolver", explica Paulo de Tarso Luna, presidente da Ceitec - empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Mctic), sediada em Porto Alegre e responsável por 45 milhões de chips presentes no mercado.
O caminho parece irreversível, também do ponto de vista empresarial. As mais de 250 startups em atividade no Estado - segundo número da Associação Gaúcha de Startups - serão importantes para apontar novos rumos, processos e produtos. "As empresas mais agressivas comercialmente vão crescer mais. A startup é agressiva, disruptiva, oferece algo que ninguém mais tem. O momento é de especialização", analisa Hermann.
 
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