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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de maio de 2017. Atualizado às 22h15.

Jornal do Comércio

Dia da Indústria 2017

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CRÉDITO

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 24/05 às 19h34min

Taxas elevadas e desemprego inibem demanda por crédito

Para Seefeld, setor terá sinais de melhora no segundo semestre

Para Seefeld, setor terá sinais de melhora no segundo semestre


/ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Receoso com as altas taxas de juros e ainda com medo do desemprego, o brasileiro está adiando a tomada de novos empréstimos. Pesquisa da Boa Vista SCPC, empresa de informações de crédito, mostra que a procura por crédito ao consumidor caiu 4% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2016. Os dados nacionais revelam que, na avaliação dos valores acumulados em 12 meses - abril de 2016 até março de 2017-, a queda chegou a 9,3%. Na comparação de março com fevereiro, no entanto, houve alta de 2,2%, mas considerando ajuste sazonal como feriados, por exemplo. A avaliação em 12 meses mostrou que, nas instituições financeiras, houve queda de 13,7% na busca por crédito, enquanto para o segmento não financeiro a diminuição foi de 6,7%.
A expectativa é de que, com a redução dos juros e da inflação, a volta da procura por crédito ocorra a partir do segundo semestre, embora a cautela ainda seja predominante. Pela avaliação do diretor de crédito do Banrisul, Oberdan Almeida, já é possível constatar "um pequeno movimento positivo" e a curva "começa a ser ascendente". O cenário mais positivo é atribuído a um aumento de confiança por parte dos empresários e, no caso do Estado, a excelente safra também funciona como impulsionadora de negócios, embora a oferta em abundância tenha efeito negativo nos preços do produto.
Almeida considera que os saques das contas inativas do FGTS foram utilizados para quitação de dívidas mais altas e, com isso, o consumidor pode retomar a capacidade de fazer novas aquisições. O diretor considera que "o pior já passou" e que a economia aos poucos recupera seu ritmo. "O PIB decresceu, e agora há uma recuperação gradativa", acrescenta. Conforme o balanço do Banrisul, em dezembro de 2016, o total de recursos captados e administrados registrou saldo de R$ 56,4 bilhões. Os depósitos totais alcançaram R$ 42,5 bilhões no período, com incremento de 9,9% ou R$ 3,8 bilhões em 12 meses. O saldo das operações de crédito do Banrisul totalizou R$ 30,3 bilhões em dezembro do ano passado, com queda de 5,2% nos 12 meses.
O diretor executivo da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld, pondera que cada dia é uma expectativa nova, uma leitura nova dos cenários, e salienta que, "sem as reformas, o cenário econômico fica prejudicado". Ele lembra que o agronegócio vive momentos de muito trabalho por conta da boa safra, mas ainda enfrentando os gargalos de transporte e logística. As operações totais de crédito da carteira do Sicredi no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina registraram 11,33% de crescimento, somando mais de R$ 16,13 bilhões, no acumulado fevereiro 2016/fevereiro 2017. Com 1.706.580 associados, a instituição registra uma inadimplência média de apenas 1,80% entre pessoas físicas e empresas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A expectativa para 2017 é de expansão de 7,10% nas operações. "O segundo semestre deve trazer sinais de melhora, mas não podemos esquecer dos desafios e olhar o cenário com realismo", afirma o diretor.
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