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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de maio de 2017. Atualizado às 22h15.

Jornal do Comércio

Dia da Indústria 2017

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BOVINOS, AVES E SUÍNOS

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 24/05 às 20h05min

Setor de proteína animal tenta superar efeitos da Operação Carne Fraca

Setor perdeu em torno de US$ 30 milhões com a investigação da PF

Setor perdeu em torno de US$ 30 milhões com a investigação da PF


EMATER RS/EMATER RS/ASCAR/DIVULGAÇÃO/JC
Além da queda no consumo interno decorrente da crise, o setor de proteína animal tem um desafio extra em 2017. Desde março, quando a Polícia Federal anunciou a Operação Carne Fraca e indicou irregularidades em 21 frigoríficos do País, a indústria de produtos bovinos, avícolas e suínos busca defender seus produtos junto a clientes assustados com a notícia. Representantes das empresas acreditam que o impacto da operação já diminuiu, mas os reflexos do episódio ainda serão avaliados ao longo do ano.
O início do ano foi animador. Dados da Fundação de Economia e Estatística (FEE) apontam que aves e suínos se destacaram nas exportações gaúchas no acumulado do primeiro trimestre. Nesse período, a carne de frango teve seu maior embarque desde 2008, com volume 7,3% maior que o do mesmo período de 2016, enquanto a carne suína cresceu 1,3%, alcançando o melhor desempenho desde 2009. Mas o volume exportado em março já mostrou quedas de 5,5% (frango), 18,4% (carne suína) e 9,9% (carne bovina).
A Assessoria Econômica da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) calcula em US$ 30 milhões o valor perdido pelo setor no Estado, com anúncio da operação. Um efeito foi o aumento nas despesas de logística. "A China chegou a suspender a internalização do produto que estava chegando, o que aumentou o custo de estadia dos navios, por exemplo", explica o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado, Rogério Kerber.
"Os principais mercados deram voto de confiança, mas chegaram a pôr o pé no freio", resume o presidente executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, que chegou a ir conversar com clientes nos Estados Unidos e no México.
Para ele, é difícil arriscar previsões sobre o desempenho final do ano: "2016 foi difícil, com altos custos nos insumos, mas tivemos um crescimento suave. Estávamos melhorando em exportações e volume de produção, agora estamos nos recuperando".
A recuperação será suficiente para manter a projeção de 10% de crescimento nas exportações nacionais de carne bovina, na opinião otimista do presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Lauxen.
 
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