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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de maio de 2017. Atualizado às 00h15.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 24/05 às 21h30min

Oposição quer anular sessão que leu reforma trabalhista

A oposição vai apresentar nesta quarta-feira uma questão de ordem no plenário do Senado Federal para tentar anular a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) de terça-feira, em que o relatório da reforma trabalhista foi dado como lido. A oposição alega que houve fraude da ata e das notas taquigráficas.
Na prática, o relatório não foi lido. Isso por conta de uma enorme confusão que se instaurou na CAE. Após a oposição perder por apenas dois votos (13x11) uma tentativa de adiar a leitura do parecer do relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), parlamentares da base governista e da oposição, instigados por manifestantes da plateia, começaram um bate-boca. A situação quase acabou em agressão física. O presidente da CAE, então, reabriu a sessão às pressas e, em minutos, deu o relatório como lido e concedeu vistas.
"Eu estou muito espantada com os métodos que estão sendo usados aqui. Ontem deram como lido um relatório, não tem previsão regimental, fraudaram a ata e fraudaram as notas taquigráficas para dar vista coletiva para forçar votação na semana que vem. Isso é muito grave", disse a líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann.
Para Gleisi, é necessário escutar os taquígrafos da Casa e resgatar as fitas de vídeo e som da sessão para provar que o que está nas notas taquigráficas não foi falado. Nas notas consta que a sessão foi reaberta pelo presidente da CAE, Tasso Jereissati (PSDB-CE), às 16h30 e que ele teria dito "fora do microfone": O relatório é dado como lido. Concedida vista coletiva. Está encerrada a reunião. A reunião foi encerrada às 16h32, segundo as notas.
"Nós temos uma questão de ordem, pedindo hoje ao presidente do Senado diligências sobre isso. Que ouçam taquígrafos, que resgatem as fitas de vídeo e de som da sessão, para provar que o que está na nota taquigráfica não foi falado, queremos que quem fez isso responda e essa fraude não pode ficar sem consequências. E queremos a anulação da sessão da CAE de ontem", destacou Gleisi.
 
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