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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de maio de 2017. Atualizado às 00h15.

Jornal do Comércio

Economia

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Contas Públicas

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 24/05 às 21h22min

Tesouro garante recursos para próximos seis meses

É possível seguir no mercado neste momento de cautela, diz Alves

É possível seguir no mercado neste momento de cautela, diz Alves


/ELZA FIÚZA/ABR/JC
O coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Luiz Fernando Alves, disse que o caixa do Tesouro Nacional está próximo do teto do chamado colchão de liquidez, ou seja, tem recursos para cobrir os próximos seis meses de vencimentos de título, o que dá flexibilidade para o órgão atuar em momentos de volatilidade. "Podemos continuar presentes no mercado neste momento, que requer maior cautela", afirmou. A política do Tesouro é manter em caixa recursos para cobrir de três a seis meses dos títulos vincendos da dívida.
A coordenadora de Operações da Dívida Pública Federal, Márcia Tapajós, disse que a decisão do Tesouro Nacional de cancelar leilões de títulos previstos para amanhã está em linha com a estratégia de cautela na atuação neste momento ainda de incertezas. "Entendemos que é prudente o Tesouro ser cauteloso e observar como o mercado vai reagir nos próximos dias", completou.
Os leilões extraordinários feitos nos últimos dias não impactam a estratégia para o ano. Nos três leilões entre o dia 19 e terça-feira, houve resgate líquido de R$ 2,110 bilhões. "Operações dessa magnitude não fazem qualquer alteração na estrutura do Plano Anual de Financiamento (PAF)", completou.
Márcia disse que a ação coordenada com o Banco Central para reduzir a volatilidade do mercado foi "bastante eficiente" e mostra a preocupação dos órgãos em monitorar o mercado. "Olhamos com cuidado o mercado e atuamos sempre que enxergamos desfuncionalidade", completou.
O Tesouro evitou fazer comparações entre a crise aberta pela delação da JBS, no dia 17 deste mês, que envolveu o presidente Michel Temer, e outros momentos de volatilidade em que houve atuação do órgão, como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a crise de 2008. "Não dá para fazer essa comparação", afirmou o coordenador-geral de controle da Dívida, André Proite.
Apesar da "disfuncionalidade" do mercado financeiro após o estouro da crise política com a divulgação das delações dos executivos da JBS, Márcia observou que o Tesouro não se deparou com um mercado "extremamente vendedor". Segundo ela, alguns papéis tiveram apenas compradores, e o resgate líquido final de R$ 2,11 bilhões foi considerado um resultado bastante eficiente e totalmente adequado à estratégia implementada.
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,32% em abril, quando atingiu R$ 3,244 trilhões. Em março, o estoque estava em R$ 3,234 trilhões. A variação se deveu à correção de juros no estoque da DPF de R$ 23,61 bilhões naquele mês. Além disso, houve resgate líquido de R$ 13,25 bilhões em abril. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 0,30% e fechou o mês passado em R$ 3,123 trilhões.
Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 0,81% maior, somando R$ 121,8 bilhões no quarto mês do ano (US$ 37,92 bilhões). A parcela da DPF a vencer em 12 meses subiu de 16,16% em março para 16,45% em abril, segundo o Tesouro Nacional. O prazo médio da dívida subiu de 4,54 anos para 4,56 anos na mesma base de comparação.
 
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