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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de maio de 2017. Atualizado às 00h15.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 24/05 às 23h58min

Soja em grão impulsiona as exportações gaúchas

Rio Grande do Sul segue como o quinto maior exportador do Brasil

Rio Grande do Sul segue como o quinto maior exportador do Brasil


/ANTONIO PAZ/arquivo/JC
Em abril, as exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 1,506 bilhão, um aumento de US$ 194,1 milhões em relação a abril de 2016 (mais 14,8%). Tal crescimento deu-se pela elevação dos embarques ao exterior (mais 14,5%), enquanto os preços se mantiveram estáveis (mais 0,2%). Com isso, o Estado permaneceu como o quinto maior exportador do País, com 8,5% das vendas externas brasileiras, segundo os dados divulgados ontem pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).
Houve crescimento das vendas de produtos tanto básicos quanto industrializados (semimanufaturados e manufaturados). No primeiro caso, as exportações atingiram US$ 806,3 milhões (elevações de US$ 84,2 milhões, 11,7% em valor e 15,5% em volume, e queda de 3,3% nos preços) e responderam por 53,5% dos negócios no mês. Já as vendas de industrializados somaram US$ 687,9 milhões, um incremento de US$ 107,4 milhões (mais 18,5% em valor, 14,3% em volume e 3,7% em preço), respondendo por 45,7% da pauta.
Os produtos mais vendidos em abril pelo Estado foram soja em grão (36,6%), polímeros (5,6%), carne de frango (5,1%), hidrocarbonetos (3,8%) e automóveis de passageiros (3,6%). Já os principais países de destino dos produtos gaúchos foram China (que passou de 26,9% em abril de 2016 para 38,1% em abril de 2017), Argentina (9,8%), Estados Unidos (6,4%), Irã (3,2%) e Chile (2,7%). Os cinco produtos representaram mais da metade das receitas auferidas pelo Rio Grande do Sul em abril, e os referidos países, 60% da pauta.
Essa grande concentração é típica desse período, quando a soja em grão começa a ser embarcada com mais intensidade. Do aumento de US$ 194,1 milhões das receitas exportadoras do Estado, a oleaginosa contribuiu com US$ 143,8 milhões (mais 35,3% em valor, 26,9% em volume e 6,6% em preço), na esteira da supersafra gaúcha e da recuperação dos preços das commodities no mercado internacional. Contando apenas as vendas do grão para a China, a alta das receitas foi ainda maior: US$ 196,7 milhões (1,350 milhão de toneladas embarcadas, 480,3 mil toneladas a mais do que abril de 2016).
Outros destaques foram o aumento das vendas de hidrocarbonetos (mais US$ 41,9 milhões, 275,9% em valor e 84,9% em volume), sobretudo para a Holanda e a China; de milho em grão (mais US$ 22,9 milhões), o qual não foi exportado em abril de 2016 e exclusivamente vendido para o Irã neste último mês; e automóveis de passageiros (mais US$ 16,5 milhões, 44,0% em valor e 51,4% em volume), com crescimento de mais de mil unidades apenas para a Argentina, além de outras mais mil unidades somadas para Uruguai, Colômbia, Peru, Chile e Paraguai. Menciona-se, ainda, a contribuição importante para o Estado das elevações dos embarques de óleo de soja em bruto (crescimento de US$ 15,6 milhões, 234,8% em valor e 215,7% em volume), especialmente para China e Índia, e de celulose (mais US$ 9,9 milhões, 29,2% em valor e 42,3% em volume), com a China novamente como destaque.
No primeiro quadrimestre, as exportações gaúchas somaram US$ 4,824 bilhões, uma elevação de US$ 703,3 milhões em relação ao mesmo período do ano passado (mais 17,1% em valor, 13,7% em volume e 2,9% em preço), com 7,1% das exportações nacionais. Os maiores crescimentos das receitas, até agora, vieram das vendas de soja em grão (mais US$ 429,8 milhões), automóveis de passageiros (mais US$ 94,3 milhões), hidrocarbonetos (mais US$ 72,5 milhões), carne de frango (mais US$ 55,9 milhões) e óleo de soja em bruto (mais US$ 45,5 milhões).
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