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Política

- Publicada em 16 de Abril de 2017 às 18:21

Dilma usará entrevista de Temer como 'prova' contra impeachment

Advogados de Dilma Rousseff vão entrar hoje com petição no STF

Advogados de Dilma Rousseff vão entrar hoje com petição no STF


MARIANA CARLESSO/JC
A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) vai protocolar hoje uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) usando uma entrevista do presidente Michel Temer (PMDB) à TV Bandeirantes como prova para contestar o impeachment da petista. Para os defensores de Dilma, a fala de Temer mostra que o processo de impeachment teve desvio de finalidade em sua origem. Dilma foi afastada definitivamente da presidência da República no dia 31 de agosto de 2016, por 61 votos a 20 no Senado. Na entrevista, veiculada neste sábado à noite, Temer relembra uma conversa mantida com o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na época alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara.
A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) vai protocolar hoje uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) usando uma entrevista do presidente Michel Temer (PMDB) à TV Bandeirantes como prova para contestar o impeachment da petista. Para os defensores de Dilma, a fala de Temer mostra que o processo de impeachment teve desvio de finalidade em sua origem. Dilma foi afastada definitivamente da presidência da República no dia 31 de agosto de 2016, por 61 votos a 20 no Senado. Na entrevista, veiculada neste sábado à noite, Temer relembra uma conversa mantida com o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na época alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara.
Em dezembro de 2015, a bancada do PT na Câmara decidiu fechar questão contra Cunha no conselho, se posicionando a favor da continuidade do processo de cassação do peemedebista. Cunha decidiu então aceitar o pedido de impeachment contra Dilma, feito pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal. O peemedebista disse à época que a aceitação do pedido tinha "natureza técnica". "Vejo o noticiário, dizendo que o presidente do PT e os três membros do PT se insurgiram e votariam contra (Cunha). Quando foi 15h da tarde, ele (Cunha) me ligou e disse: 'Tudo aquilo que disse (de arquivar os pedidos de impeachment de Dilma) não vale, porque agora vou chamar a imprensa e vou dar início ao processo de impedimento'", relatou Temer.
Por 11 votos a 9, o Conselho de Ética acabou aprovando um relatório que pedia a continuidade do processo contra Cunha. Para Temer, se o PT tivesse votado a favor de Cunha, "era muito provável que a senhora presidente continuasse" no cargo. Indagado por um repórter se a história teria sido outra se Cunha tivesse conseguido os três votos do PT no conselho, Temer respondeu: "Seria outra, é verdade".
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