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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de maio de 2017. Atualizado às 22h05.

Jornal do Comércio

Dia da Indústria 2017

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ENTREVISTA

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 24/05 às 17h21min

Para presidente da Fiergs, 'o ano de 2017 será de estabilização'

Müller projeta crescimento só em 2018

Müller projeta crescimento só em 2018


/DUDU LEAL/DIVULGAÇÃO/JC
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, diz que aos poucos o empresariado está recuperando a confiança, essencial para vencer a recessão. Ele acredita que 2017 será o ano da estabilização e de começar a recuperar as perdas. Para isso, defende mudanças nas leis trabalhistas e tributária e investimento em infraestrutura.
Jornal do Comércio - Qual sua avaliação do atual momento da economia brasileira?
Heitor José Müller - Completamos três anos de recessão e tudo isso foi construído em um passado recente. Ainda estamos sofrendo consequências de intervenções na economia que não foram bem-sucedidas. Vivemos a maior e mais demorada crise econômica. No entanto, percebemos hoje uma perspectiva um pouco melhor. O índice de confiança do setor industrial estacionou, e a confiança é o item número um para sairmos da recessão e do pessimismo.
JC - O último Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei-RS) mostrou empresários mais otimistas. Este pode ser o ano da retomada do crescimento?
Müller - O índice de confiança parou de piorar. Não estamos mais diminuindo a produção, estamos estabilizados e podemos até crescer, mesmo que pouco. O caminho para recuperarmos o que perdemos é longo. Alguns setores, como o metalmecânico, remontam resultados de 2010, mas agora estão estabilizando. Devemos crescer de 0,5% a 1% em 2017, ano da estabilização. Crescimento só a partir de 2018 em diante, de forma muito pequena.
JC - O que impede um crescimento maior?
Müller - Temos mais 14 milhões de desempregados que estão consumindo menos. Não adianta produzir e lançar no mercado se a dona de casa não consome. Também temos dificuldade para exportar, porque a relação dólar versus real é ruim. A indústria brasileira tem uma tributação embutida dentro dos seus custos, exportamos também impostos, ao contrário de outros países. Nossa exportação de produtos manufaturados, por exemplo, definhou há muitos anos. Importamos mais manufaturados que exportamos, uma inversão do mercado que perdemos mundo afora.
JC - O que a indústria nacional precisa para exportar mais?
Müller - Além do câmbio variável e impostos, temos uma série de entraves e atrasos em relação a outros países, como as leis trabalhistas. Nossa indústria tem um custo escondido na relação trabalhista que nunca se sabe quanto realmente se está pagando. Também enfrentamos sérios problemas de infraestrutura nas estradas, portos e aeroportos.
JC - Qual a expectativa para as exportações gaúchas neste ano?
Müller - Em fevereiro exportamos mais manufaturados do que o período de 2016. Temos esperança de que possa continuar, mas para isso o dólar tem que melhorar.
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