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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de maio de 2017. Atualizado às 15h08.

Jornal do Comércio

Dia da Indústria 2017

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CELULOSE

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 25/05 às 15h09min

Produção de celulose cresce 56% em 10 anos

Setor registrou recordes seguidos de crescimento no Brasil, sendo 8,1% ao longo de 2016; volume maior veio com investimento em novas fábricas, como a da CMPC no Rio Grande do Sul

Setor registrou recordes seguidos de crescimento no Brasil, sendo 8,1% ao longo de 2016


CMPC/DIVULGAÇÃO/JC
Enquanto o Brasil passou nestes últimos anos por uma forte crise econômica, com aumento de desemprego e queda do poder de compra no mercado interno, o setor de celulose registrou recordes seguidos de crescimento. Em 10 anos, a produção cresceu 56%, sendo 8,1% em 2016. "Investimentos em tecnologia e parques fabris são chaves do sucesso da produção brasileira de celulose", afirma Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) e a atual presidente do International Council of Forest and Paper Associations (Icfpa), conselho que reúne as associações mundiais do setor florestal.
Com a instalação de novas fábricas no País, a indústria de árvores plantadas brasileira vive a expectativa de saltar do quarto para o segundo lugar em produção mundial de celulose já nos primeiros meses deste ano, ultrapassando o Canadá e a China. Entre julho de 2016 e meados de 2020, o Brasil passará a produzir mais 7,2 milhões de toneladas de celulose, com projeção de investimento em torno de R$ 28 bilhões. Segundo a dirigente, esta conquista aumentará, ainda mais, a visibilidade do setor brasileiro no mercado internacional, agregando valor e reputação, além de potencializar o comércio e os investimentos. No último ano, as indústrias brasileiras produziram mais de 18,7 milhões de toneladas, um aumento de 8,1% sobre o volume registrado em 2015 (17,3 milhões de toneladas) e de 14% em relação aos números de 2014 (16,4 milhões de toneladas).
O levantamento realizado pela IBÁ revela que as exportações tiveram grande relevância no resultado expressivo deste segmento, atingindo patamares inéditos. Em 2016, o volume de celulose destinada a outros países superou 12,9 milhões de toneladas, um crescimento de 11,9% em relação a 2015 (11,5 milhões de toneladas) e 21,5% na comparação com 2014 (10,6 milhões de toneladas). De 2007 até 2016, o volume exportado praticamente dobrou. Em 2016, chegou a 68,7% da produção, principalmente para o mercado chinês. "A celulose brasileira é reconhecida internacionalmente, muito bem aceita devido à qualidade e sustentabilidade", diz Elizabeth.

Celulose Riograndense conquista novos mercados internacionais

Guaíba entrou no mercado mundial, diz Nunes
Guaíba entrou no mercado mundial, diz Nunes
CMPC/DIVULGAÇÃO/JC
A CMPC Celulose Riograndense, de Guaíba, é uma empresa exportadora, com 90% da sua produção destinada ao comércio exterior. Em 2016, foram enviadas para fora do País 1.420.000 toneladas de celulose. Segundo o presidente da empresa, Walter Lídio Nunes, a demanda por celulose tem aumentado por duas razões: crescimento do PIB mundial - e sua correlação com o consumo - e o fechamento ou transformação de plantas de celulose no Hemisfério Norte devido à competitividade do Hemisfério Sul. "Assim, a produção guaibense entra no mercado mundial em uma janela da oferta e procura adequada."
Em 2015, além de manter posição junto a clientes internacionais, a empresa atuou no desenvolvimento de novos negócios. Nunes diz que isso resultou na conquista de mercado em vários países, como Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos, Índia e Indonésia, que foram somados aos já existentes nos continentes europeu, asiático e americano. "O principal destino do nosso produto, em 2016, foi a China, que tem sido o maior importador de celulose de eucalipto brasileiro, seguido por Alemanha e Itália. Após um intenso trabalho, também conquistamos importante posição no mercado americano", comemora. Com o contínuo crescimento da economia chinesa, aliado ao início de operações de várias fábricas consumidoras de celulose, a expectativa para 2017 é muito positiva.
Os investimentos também foram fortes nos últimos dois anos, R$ 200 milhões na modernização da Linha 1 e em outras melhorias e cerca de R$ 20 milhões na revitalização e operacionalização do porto de Pelotas, o que permitiu o início do transporte de madeira da Região Sul para Guaíba e de celulose para exportação até o porto de Rio Grande.
Para este ano, a Celulose otimiza as linhas de produção em Guaíba, que conta com 4.142 empregados permanentes e 21 mil indiretos.
 

Consumo em alta

O consumo por produtos florestais vem aumentando consideravelmente. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) prevê que, até 2050, a demanda por madeira triplique, sendo o Brasil um dos poucos países com capacidade para atender estes mercados que surgem. Neste panorama, segundo a presidente executiva da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), Elizabeth de Carvalhaes, duas novas áreas aparecem com potencial de gerar grandes oportunidades de geração de riqueza para o País: a precificação do carbono e a emissão de títulos verdes. "Esses temas precisam ir para o centro da mesa de discussões já em 2017, para que o Brasil, que tem um enorme potencial para se tornar um dos líderes destes novos mercados e, assim, captar bons investimentos no médio prazo, não perca mais está chance", ressalta ela.
Elizabeth destaca que o atual movimento em prol do clima deve aumentar a demanda por produtos sustentáveis, renováveis e recicláveis, como as florestas plantadas. Desta forma, o aumento da produção ocorrerá em conjunto com a preocupação ambiental, sendo o setor essencial para equilibrar o atendimento às demandas da população com capacidade dos recursos do planeta. "A expansão das florestas plantadas e restauração de áreas degradadas têm potencial de contribuir indiretamente com a redução do desmatamento ilegal, ao mesmo tempo em que aumenta estoques de carbono", completa.
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