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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de março de 2017. Atualizado às 00h01.

Jornal do Comércio

Política

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Dia Internacional da Mulher

Notícia da edição impressa de 09/03/2017. Alterada em 08/03 às 21h18min

Protestos pedem fim da reforma da Previdência

Ato na esquina democrática mobilizou mulheres em protesto na Capital

Ato na esquina democrática mobilizou mulheres em protesto na Capital


JC
"Nem recatada, nem do lar, a mulherada tá na rua pra lutar", gritavam as mais de 2 mil pessoas, a maioria mulheres, que se reuniram no fim da tarde de ontem na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre, em mais uma atividade alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A frase faz referência à primeira-dama Marcela Temer, que, no início da gestão do presidente Michel Temer (PMDB), foi tema de uma entrevista enaltecendo suas qualidades por ser "recatada e do lar".
A resposta transformou-se uma frase de impacto e dividiu o ato com palavras de ordem contra as reformas da Previdência e trabalhista, e denúncias da violência física e psicológica sofridas por mulheres e meninas todos os dias. O ato também registrou uma intervenção em que mulheres tiraram a roupa e, quando estavam nuas, queimaram as vestes.
Já no início da noite, o grupo saiu em caminhada, passando pelo Palácio Piratini, se manifestaram contra o governador José Ivo Sartori (PMDB), e encerraram o protesto no Largo Zumbi dos Palmares.
Do início até o fim do dia, mulheres participaram de diversos atos e utilizaram a referência da data para protestar contra pautas políticas em andamento na esfera federal. No início da manhã, mulheres ligadas à Via Campesina e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) saíram em caminhada da ponte do Guaíba em direção à agência central do INSS em Porto Alegre.
Tanto nessa caminhada quanto na realizada no fim do dia, a principal bandeira levantada pelas manifestantes era de contrariedade à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 287/2016, que prevê a reforma da Previdência.
Com o argumento de que serão as principais prejudicadas com as mudanças propostas, como a equiparação da idade mínima para aposentadoria de mulheres e homens e o fim da aposentadoria especial para trabalhadores rurais, centrais sindicais e movimentos sociais realizaram dois seminários sobre o tema.
Reivindicações por direitos das mulheres também foram registradas em cidades do interior, como Santa Cruz do Sul, Pelotas, Erechim, Caxias do Sul, Santa Maria e Bagé, todas tendo como foco principal as reformas propostas pelo governo federal.
 
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