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Economia

- Publicada em 16 de Janeiro de 2017 às 17:32

Inflação escolar deve puxar o IPC-S de janeiro

Preços de serviços e produtos de educação vão pressionar o índice

Preços de serviços e produtos de educação vão pressionar o índice


MARCO QUINTANA/JC
Até o fim de janeiro, o impacto dos reajustes nas escolas e outros itens no setor no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) deve dobrar. Assim, os preços da educação vão contribuir para pressionar ainda mais o indicador e confirmar a previsão inicial de que o IPC-S do mês fique em 0,70%. Essa é a avaliação do economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) André Braz. Na segunda quadrissemana de janeiro, o IPC-S acelerou para 0,62%, de 0,50% na leitura anterior.
Até o fim de janeiro, o impacto dos reajustes nas escolas e outros itens no setor no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) deve dobrar. Assim, os preços da educação vão contribuir para pressionar ainda mais o indicador e confirmar a previsão inicial de que o IPC-S do mês fique em 0,70%. Essa é a avaliação do economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) André Braz. Na segunda quadrissemana de janeiro, o IPC-S acelerou para 0,62%, de 0,50% na leitura anterior.
O item cursos formais, que capta os reajustes de ensino, subiu de 1,17% para 3,75% no período. Até agora, as leituras do IPC-S de janeiro só coletaram os aumentos de metade das instituições educacionais. Como o patamar de reajuste é similar entre as empresas de ensino, a inflação do ramo deve dobrar até o fim do mês.
Braz estima que os cursos de ensino elementar, fundamental e médio devem ter aumento de cerca de 9%, enquanto as universidades e as classes de pós-graduação devem apresentar alta mais tímida. Na segunda medição do IPC-S de janeiro, os preços do Ensino Fundamental subiram 4,35%.
O grupo transportes também deve continuar em alta até o final do mês, principalmente com os reajustes das tarifas de ônibus urbano. Os aumentos no transporte são captados aos poucos durante os primeiros 30 dias. Dessa forma, o grupo deve seguir pressionado em janeiro e pode ter aceleração ainda maior se houver outros aumentos de ônibus no mês. Na leitura divulgada ontem, transportes teve variação de 0,96% a 1,06%.
Alimentação, que avançou de 0,75% para 0,77%, também deve permanecer em alta. Segundo Braz, a pressão no grupo se deve, principalmente, ao aumento em hortaliças e legumes, produtos que sofrem muito com as condições climáticas no verão. "Mas o ritmo de elevação no grupo deve continuar moderado até o final do mês, porque, neste ano, o clima não está tão prejudicial", acrescenta.
A alta menos intensa dos alimentos, além do arrefecimento em despesas diversas, deve impedir uma aceleração forte do IPC-S em janeiro, segundo Braz, corroborando com a sua expectativa de que o indicador feche o mês em 0,70%.
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