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Porto Alegre, domingo, 04 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h40.

Jornal do Comércio

Política

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Mobilização popular

Notícia da edição impressa de 05/12/2016. Alterada em 04/12 às 21h19min

Ato em Porto Alegre pede a saída de Renan

Manifestação levou porto-alegrenses às imediações do Parcão

Manifestação levou porto-alegrenses às imediações do Parcão


FREDY VIEIRA/JC
Bruna Suptitz
Em consonância aos protestos que ocorreram em diversas capitais brasileiras no dia de ontem, as alterações realizadas pela Câmara dos Deputados ao texto-base do Pacote Anticorrupção levaram parte dos porto-alegrenses às ruas neste domingo.
No ato realizado na Capital, que reuniu os manifestantes na avenida Goethe, ao lado do parque Moinhos de Vento, vários presentes mostravam cartazes pedindo a saída do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que tentou passar pela Casa o projeto alterado em regime de urgência. O protesto, cujo número de participantes não foi computado nem pela Brigada Militar, nem pela organização, também pediu independência para que o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato sigam suas investigações. 
"Utilizaram momento de luto do País para realizar votação de extrema importância na calada da noite. Foi antiético", criticou Lucas Moraes, membro do Movimento Brasil Livre (MBL) e um dos organizadores do evento na Capital. A referência é pela votação ter acontecido um dia após o acidente de avião com a delegação da Chapecoense. Ele explica que o objetivo das mobilizações que ocorreram ontem é pedir a saída Calheiros, que "não tem mais moral para o cargo que ocupa".
Paralelamente a esse movimento, outra mobilização surgiu durante a semana, organizada por juízes e servidores dos ministérios públicos Estadual e Federal. Com a chamada "Esse projeto não é meu", faz referência às mudanças feitas na proposta "10 medidas contra a corrupção", originalmente lançada pelo Ministério Público Federal e que coletou assinaturas para ser apresentada no Congresso Nacional como um projeto de lei de iniciativa popular.
Para Martha Beltrame, promotora da Justiça Estadual, o judiciário não pode ter medo de trabalhar. Martha diz que o movimento não é institucional e que não representa uma recusa a mudanças, mas a preocupação com uma tentativa de intimidação. "Estamos em estado de mobilização permanente. Não podemos nos calar", completou.

São Paulo tem protesto na Paulista; praia de Copacabana reuniu manifestantes do Rio de Janeiro

Críticas dos cariocas também foram dirigidas a Lula e Gilmar Mendes
Críticas dos cariocas também foram dirigidas a Lula e Gilmar Mendes
AFP/JC
Com a segurança reforçada, milhares de pessoas vestidas de verde e amarelo e empunhando bandeiras do Brasil se reuniram hoje em cerca de 200 cidades, de acordo com os organizadores, entre elas Rio de Janeiro e São Paulo. O protesto foi realizado em defesa da Operação Lava Jato e contra o Pacote de Medidas Anticorrupção aprovado com modificações pela Câmara dos Deputados na madrugada do dia 30 de novembro.
Em São Paulo, os manifestantes se concentraram na Avenida Paulista. Segundo o MBL (Movimento Brasil Livre), um dos grupos que convocaram o ato, estiveram presentes 200 mil pessoas. A Polícia Militar falou em 15 mil pessoas.
A maioria estava vestida de verde e amarelo, e muitos levavam cartazes e gritavam pedindo "Fora, Renan", em referência ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Além de Renan, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi alvo das palavras de ordem dos participantes.
No Rio de Janeiro, a mobilização começou ainda de manhã, reunindo manifestantes que também protestaram contra as alterações no projeto originário das "10 medidas contra a corrupção", encabeçado pelo Ministério Público (MP).
O carro de som do Vem Pra Rua, que também convocou a reunião, leu o nome dos deputados e senadores do Rio que votaram contra e a favor das 10 medidas. O mais aplaudido foi o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Os nomes dos deputados Jean Willys (PSOL-RJ) e Alessandro Molon (Rede-RJ) foram vaiados mesmo tendo apoiado o Pacote Anticorrupção em sua forma original. Além de Maia e Calheiros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também foram alvo dos manifestantes.
O Palácio do Planalto divulgou nota, no final da tarde de ontem, na qual defende que os "Poderes da República estejam sempre atentos às reivindicações da população brasileira". O Planalto destacou que as manifestações deste domingo foram pacíficas e ordeiras. "A força e a vitalidade de nossa democracia foram demonstradas mais uma vez, neste domingo, nas manifestações ocorridas em diversas cidades do País", consta na nota, divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação do Planalto.
 
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