Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 04 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h40.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 05/12/2016. Alterada em 04/12 às 20h12min

Classe política 'excelente'

Num mesmo evento, o Judiciário e o Legislativo trocaram de lado. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, teceu elogios aos políticos, enquanto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chamou o sistema político brasileiro de "caquético". De acordo com Mendes, muito da atual estabilidade, o Brasil deve aos políticos. " O Brasil, apesar dos pesares, de todos os problemas, logrou produzir uma classe política de excelência", afirmou o magistrado. "Estamos prestes a celebrar 30 anos da Constituição de 1988, num quadro de normalidade institucional, isso também graças à habilidade e à qualidade de nossos políticos", disse Mendes. "Não se realiza nem se desenvolve democracia sem política e sem políticos", acrescentou.
Usina de crises
Já Renan Calheiros não mediu palavras. De acordo com ele, o sistema político brasileiro é uma "usina de crises" que impossibilita qualquer mudança. "O Senado tem atuado. A dificuldade reside exatamente nesse sistema político caquético. Assumimos a responsabilidade de fazer mudanças radicais em um sistema que está falido, fedido e provoca desconfiança na sociedade. O atual sistema político é uma usina de crises", afirmou. Segundo ele, o principal problema é a proliferação de partidos. "A proliferação de legendas - hoje se não me engano já são 36 partidos - é essencialmente fragmentadora e dificulta a formação de maiorias proporcionando crises políticas recorrentes. Imagine o que significa, do ponto de vista da administração do Executivo, a negociação de uma proposta controversa com 36, 40 líderes de nanolegendas. É quase inadministrável".
Pessoal dos direitos humanos
A prisão do vice-presidente do Condepe do estado de São Paulo (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Luiz Carlos dos Santos, acusado de receber R$ 130 mil do Primeiro Comando da Capital (PCC), gerou uma situação constrangedora na Câmara entre o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) e a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Fraga tentou ligar Maria do Rosário a Santos. "Está com a palavra esse pessoal que defende os direitos humanos. Está com a palavra a Deputada Maria do Rosário e todos aqueles que defendem bandidos. São esses advogados que estão sentenciando à morte os nossos agentes penitenciários", disse Fraga.
Palavras de um condenado
Maria do Rosário respondeu e lembrou que Fraga já foi condenado em 2013 por porte ilegal de arma. "Eu, que não conheço esse sujeito em São Paulo, que vejo gente infiltrada em todos os lados, nunca usei da tribuna para lembrar que o Deputado Alberto Fraga já foi condenado a quatro anos de prisão por porte ilegal de armas, nunca usei da tribuna para dizer das suas conexões, talvez com o crime também. Enfim, ele que se explique! Agora, que não use o meu nome. Não aceito mais a conexão entre aqueles que defendem os direitos humanos e a violência de qualquer tipo", disse a deputada.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia