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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de novembro de 2016. Atualizado às 21h44.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 10/11/2016. Alterada em 09/11 às 22h02min

Relações econômicas com o Brasil não deverão mudar, diz ministro

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirmou ontem que as relações entre Brasil e Estados Unidos não deverão mudar com a eleição do candidato do Partido Republicano, Donald Trump, como presidente. "São relações históricas, de longa data, e queremos crer que não deverá ter grandes alterações. É preciso que, dada a campanha que se teve nos EUA, a gente aguarde um pouco. Estamos na fase de observação", disse Pereira, após participar de evento de lançamento do programa Brasil Mais Produtivo, na sede da Federação das Indústrias do Rio (Firjan).
Questionado, Pereira admitiu que o discurso de Trump sobre protecionismo "é uma preocupação", mas esse tema tem sido debatido nos fóruns internacionais. "É um tema que está sendo discutido na OMC, no G-20, nos Brics, e com a posição do presidente eleito dos EUA, o tema deverá ganhar mais relevância nas discussões nos organismos internacionais", disse.
Pereira também demonstrou confiança de que a negociação de acordos comerciais com os Estados Unidos deverá prosseguir. Segundo o ministro, o Brasil vinha negociando a ampliação de acordos com os americanos, mas as conversas foram suspensas por causa da eleição, algo normal "quando há troca de governo".
"Acredito que a gente tem condições de avançar. São dois grandes países, que têm maturidade para discutir as suas relações e espero muito que a gente consiga avançar e não retroceder", afirmou Pereira.
Diante da perspectiva de elevação na cotação do dólar por causa da eleição de Trump, o ministro disse que o mercado cuidará do tema. "Uma parcela do setor produtivo brasileiro quer o dólar mais alto. Há uma parcela que quer o dólar mais baixo. O mercado vai cuidar desse tema", disse Pereira.

Obama diz torcer pelo sucesso de Trump

Democrata declarou estar orgulhoso de sua correligionária Hillary Clinton
Democrata declarou estar orgulhoso de sua correligionária Hillary Clinton
NICHOLAS KAMM/AFP/JC
Adotando um tom conciliatório, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu que seus colegas democratas deixem de lado a frustração pela derrota para o republicano Donald Trump nas eleições. Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, ele afirmou que "todos estamos torcendo pelo sucesso dele em unir e liderar o país".
"A transição pacífica do poder é uma das marcas de nossa democracia", declarou Obama, que governou o país por oito anos. "Quero garantir que a transição seja realizada com sucesso, porque, no fim das contas, estamos todos no mesmo time. Independentemente de sermos democratas ou republicanos, somos todos americanos."
Na Casa Branca, Obama afirmou que irá fazer tudo o que puder para realizar uma transferência pacífica da presidência para Trump. "Todos nós queremos o que é melhor para o país", disse Obama, que também afirmou estar aberto à reconciliação após a disputa entre o bilionário e a democrata Hillary Clinton.
Mais cedo, o mandatário havia telefonado para o republicano para parabenizá-lo na vitória eleitoral e para convidá-lo a visitar a Casa Branca hoje. Segundo o porta-voz Josh Earnest, o encontro terá como pauta a transição presidencial.
Obama disse, também, que "não poderia estar mais orgulhoso" de sua correligionária Hillary, derrotada nas eleições. O democrata participou intensamente da campanha para tentar elegê-la como sua sucessora.
 

Vitória do republicano gera protestos na Califórnia e em Oregon

A vitória de Donald Trump desencadeou protestos em campi universitários na Califórnia e em Oregon. De acordo com a polícia, pelo menos 500 pessoas na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) gritavam palavras de ordem contra o republicano. "Não é meu presidente", diziam os jovens. Não houve relatos de detenções.
Em Oregon, dezenas de pessoas bloquearam o trânsito no Centro de Portland, cidade mais populosa do estado. Os manifestantes anti-Trump queimaram bandeiras dos EUA. Protestos menores foram realizados em Berkeley, Irvine e Davis. Em Oakland, mais de 100 pessoas foram às ruas do Centro da cidade. 

Hollande fala em período de incerteza; Putin quer retomar relações com Washington

O presidente da França, François Hollande, saudou sem muito entusiasmo a eleição do novo presidente dos Estados Unidos, e afirmou que o pleito abre "um período de incerteza" nas relações internacionais. O chefe de Estado disse felicitar Donald Trump, "como é usual", garantiu que Paris trabalhará com Washington, mas advertiu para as "incertezas provocadas pela desordem no mundo".
A primeira-ministra britânica, Theresa May, garantiu que os dois países vão trabalhar juntos nos próximos anos. Já a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que quer manter uma "colaboração estreita" com o novo governo e ressaltou que os países estão ligados por "valores em comum" como a "democracia, liberdade e o respeito às pessoas".
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse estar disposto a restaurar plenas relações com os EUA e que a campanha eleitoral de Trump mostrou que o republicano tinha essa intenção. "Entendemos que o caminho será difícil, levando-se em conta o atual estado degradado das relações entre EUA e Rússia", comentou.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse estar ansioso para trabalhar com o republicano. Segundo Stoltenberg, a liderança dos EUA é vital para a Otan, a maior aliança militar do mundo.
Entre os republicanos, o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Paul Ryan, disse que a vitória de Trump transformou a política norte-americana. Ryan, que durante a campanha se negou a fazer campanha para o magnata, afirmou que espera contar com Trump para "consertar os problemas" do país.

Incerta, política externa gera ansiedade no Oriente Médio

A eleição de Donald Trump nos EUA é motivo de ansiedade em todo o Oriente Médio. Governos regionais tentam decifrar a ainda inconsistente política externa do republicano e descobrir como beneficiar-se dela.
Assim que a vitória de Trump foi anunciada, por exemplo, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele é um "verdadeiro amigo de Israel". Netanyahu e Barack Obama não tinham boas relações - o presidente norte-americano foi uma vez flagrado reclamando do premiê para o então presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Na espera de mais clareza nesse cenário, Mahmoud Abbas, presidente palestino, congratulou Trump e afirmou esperar que a paz chegue durante seu governo. A facção radical Hamas disse paralelamente não distinguir entre o republicano e a democrata, que teriam políticas semelhantes em relação à causa palestina.
A eleição de Trump também pode afetar diversas de outras políticas do país no Oriente Médio, como, por exemplo, a resolução do conflito sírio, em que até então os EUA vinham antagonizando com a sua rival Rússia.
A ascensão de Trump preocupa, ainda, o Irã. Os EUA assinaram um pacto nuclear com o país no ano passado, com a perspectiva de aliviar as sanções que têm sufocado a economia local.

Imprensa do México mostra desânimo e diz que Trump 'riu por último'

Os principais meios de comunicação mexicanos mostravam-se desanimados e cautelosos após a vitória de Donald Trump. O republicano tornou-se bastante impopular no país após prometer construir um muro na fronteira e também ameaçar deportar milhões de imigrantes ilegais.
O jornal El Economista fez uma crítica direta ao republicano. "Os Estados Unidos votaram pelo muro e pelas mentiras de Donald Trump", afirmou o jornal. "Donald Trump ri por último", dizia  outro título do periódico em seu site.
"A tremer!", destacou o jornal Reforma, um dos principais do México. O periódico também lembou a polêmica visita a Trump durante a campanha, que resultou em muitas críticas ao impopular presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.
Outro diário, El Universal, fez um editorial com o título "Um futuro sombrio". A publicação ainda lembrou que o Partido Republicano manteve o controle da Câmara dos Representantes e do Senado.
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