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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de novembro de 2016. Atualizado às 19h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 24/11 às 20h03min

Dólar continua rali, enquanto euro se enfraquece por cautela com Itália

Em dia de feriado de Ação de Graças nos EUA, o dólar continuou seu rali nesta quinta-feira (24), amparado por dados americanos positivos divulgamos ontem, enquanto o euro sofreu em meio à cautela com o referendo sobre uma reforma na Constituição da Itália, uma vez que pesquisas de opinião mostram probabilidade crescente de o eleitorado votar contra a proposta.
O euro caiu para seu nível mais baixo desde março de 2015 durante as negociações nesta quinta-feira, a US$ 1,0518, em meio ao nervosismo à frente do referendo constitucional italiano, que irá ocorrer no dia 4 de dezembro. A população italiana irá decidir se apoia que o governo tenha mais poderes para aprovar reformas fiscais ou não.
A medida é apoiada pelo primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, que se comprometeu a renunciar se o "não" ganhar. Então, este referendo se tornou efetivamente um voto de confiança no premiê e as tentativas do seu governo de reforçar a economia italiana. Caso ele perca, isso poderá significar uma ruptura de governo, o que poderá pesar ainda mais no combalido setor bancário italiano.
Enquanto isso, o dólar continua ganhando força desde ontem, quando acelerou os ganhos após indicadores melhores do que o esperado nos EUA. As encomendas de bens duráveis à indústria dos Estados Unidos, por exemplo, subiram 4,8% em outubro na comparação com setembro, segundo o Departamento do Comércio. O resultado veio acima da previsão de alta mensal de 2,7% dos analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal.
Os indicadores mais fortes apontam que uma elevação de juros nos EUA está cada vez mais certa, o que favorece a moeda. Esta percepção foi confirmada depois que a ata do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), divulgada perto do fim da tarde, apontou que o argumento para o aumento nos juros "continuou a se fortalecer" e que poderia acontecer na "próxima reunião".
Analistas apontam ainda que a liquidez baixa devido ao feriado nos EUA também causa movimentos exagerados, o que levou o dólar a atingir o maior nível em 7 meses contra o iene, a 113,54.
No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar subia a 112,57 ienes, de 111,12 de ontem, e o euro caía a US$ 1,0557, de US$ 1,0625.
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