Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 02 de setembro de 2016. Atualizado às 18h30.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

eleições 2016

Notícia da edição impressa de 02/09/2016. Alterada em 02/09 às 18h31min

Impeachment vira tema em debate para prefeitura de Porto Alegre

Carmen Padilha (ao microfone), do Simpa, pediu aos servidores que ouvissem as falas dos convidados

Carmen Padilha (ao microfone), do Simpa, pediu aos servidores que ouvissem as falas dos convidados


CASSIANA MARTINS/JC
Bruna Suptitz
Os nove candidatos à prefeitura de Porto Alegre participaram, nesta quinta-feira à noite, de debate do Sindicato dos Municipários da Capital (Simpa). A discussão, que era para tratar de políticas públicas ao funcionalismo, acabou sendo pautada também pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), que teve seu desfecho no dia anterior.
Tudo começou nas falas iniciais. Em função de manifestações do público - formado por servidores municipais e militantes de partidos que lotaram o auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa -, todos os candidatos se manifestaram sobre o afastamento da petista e a posse de Michel Temer (PMDB).
Luciana Genro (PSOL), Raul Pont (PT) e Júlio Flores (PSTU) - contrários ao impeachment - foram poupados pela plateia. Entretanto, os outros candidatos, especialmente Sebastião Melo (PMDB), Nelson Marchezan Júnior (PSDB), Maurício Dziedricki (PTB) e Fábio Ostermann (PSL), ouviram gritos de "golpista" e "Fora Temer" na hora em que iam se pronunciar. Contra Marcello Chiodo (PV) e João Carlos Rodrigues (PMN), as manifestações de militantes foram mais pontuais.
Nesta primeira rodada, predominaram as vaias e palavras de ordem contra Temer. "Aos companheiros que não conseguem ouvir, convidamos que saiam", pediu Carmen Padilha, diretora do Simpa.
Interrompido em várias ocasiões, Melo demonstrou descontentamento com a rejeição. "Fui convidado para debater sobre o serviço público. Se o tema não for esse eu peço licença e vou embora", anunciou, mas permaneceu e ainda defendeu o correligionário na presidência da República.
Apesar de ter se manifestando contra o impeachment, Luciana criticou as reformas feitas pelo governo Dilma. "Por isso ela perdeu o respaldo", afirmou. Mesmo sem o perfil de embate direto entre os candidatos, Ostermann leu uma manifestação de Luciana na internet e provocou: "De mim vocês podem esperar que não farei um discurso na Federasul e outro na frente dos municipários".
Mas nem só de vaias se fez o debate. Aplausos e manifestações de apoio apareceram nas falas direcionadas ao funcionalismo. Chiodo, que foi secretário adjunto do Trabalho em Porto Alegre, propôs que todos os secretários adjuntos sejam servidores de carreira, "que têm a memória da secretaria e do serviço".
Também Júlio Flores (PSTU) foi aplaudido quando fez referência às notícias de que a prefeitura de Porto Alegre pode vir a parcelar os salários dos servidores. "Não vi nem o (prefeito, José) Fortunati (PDT) nem o Sebastião Melo dizer que vão parcelar as dívidas da prefeitura com as empresas", provocou.
Pont aproveitou o momento das considerações finais para rebater uma crítica de Melo no debate da Federasul, na quarta-feira. O candidato do PMDB alegou que José Fogaça, do seu partido, havia recebido a prefeitura do PT com as contas deficitárias. Pont apresentou o Balanço Patrimonial da prefeitura no final da gestão do PT, de 31 de dezembro de 2004, com um caixa de R$ 81,6 milhões. O documento está assinado por Fogaça e Cristiano Tatsch (PMDB), que assumiu a secretaria da Fazenda em 2005.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia