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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de setembro de 2016. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Expointer 2016

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Irrigação

Notícia da edição impressa de 02/09/2016. Alterada em 01/09 às 21h33min

Sistemas são aliados da produtividade

Empresas presentes na Expointer esperam por incremento de 20% nos pedidos neste ano

Empresas presentes na Expointer esperam por incremento de 20% nos pedidos neste ano


CLAITON DORNELLES/JC
Luiz Eduardo Kochhann
O tema da irrigação na agricultura costuma vir à tona apenas em períodos de seca. O Rio Grande do Sul, entretanto, não passa por um problema grave por falta de água desde 2012. Nem por isso o maquinário se torna menos importante, destacam as empresas presentes na Quadra da Irrigação, no parque Assis Brasil. O objetivo do setor é destacar a importância do sistema para o aumento do potencial produtivo das lavouras.
Na Expointer, o diretor-presidente da Valley, João Bastista Rebequi, espera uma comercialização no mesmo nível de 2013, auge do mercado. "Devemos concretizar 20% mais pedidos do que na edição do ano passado, retomando um patamar de crescimento depois de dois anos de queda", analisa. Além disso, para o diretor-superintendente da Fockink, Siegfried Kwast, a feira colabora na divulgação das novas tecnologias e dos benefícios da irrigação para a cultura de grãos.
"O nível de conscientização do agricultor tem crescido muito, mesmo em períodos de chuva", destaca Kwast. Segundo o executivo, enquanto uma lavoura de milho sequeiro de alto nível, em um ano sem ocorrência de seca, produz entre 160 e 180 sacas por hectare, a mesma área irrigada pode chegar a 250 sacas nas mesmas condições climáticas. "Você coloca água sempre no momento e na quantidade exata, garantindo a nutrição da planta. Ou seja, além de segurança, você tem incremento de produtividade", completa.
Ainda assim, um dos fatores que mais mexeram com o mercado neste ano é, justamente, a previsão climática. O fenômeno La Nina deve impactar a safra 2016/2017 com a ocorrência de menos chuvas. Esse é um dos motivos para a Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Implementos (Abimaq) estimar um crescimento de 20% em faturamento. A aposta é que o produtor esteja prevenido. Atualmente, são pouco mais de 200 mil hectares irrigados no Estado.
Conforme o coordenador de irrigação da Emater, José Enoir Daniel, o produtor deve estar atento, pois o regime de chuvas não é bem distribuído. "Podemos ter dias com 100 milímetros de precipitação e, logo em seguida, 10 dias secos. Como o solo no Estado está muito compactado, acaba não absorvendo muita água. A irrigação ajuda a manter a umidade uniforme", explica. Com os ganhos em produtividade, no caso do milho, que tem 120 mil hectares irrigados, seria possível tornar o Estado autossuficiente com 300 mil hectares irrigados, destaca Daniel.

Emater incentiva uso do método em pastagens

 Pasto explorado pelo gado leiteiro é o que mais se beneficia
Pasto explorado pelo gado leiteiro é o que mais se beneficia
EMATER/DIVULGAÇÃO/JC
A irrigação também está ajudando a melhorar o desempenho de pastagens para gado de leite. A Emater-RS conta 4 mil projetos instalados em pequenas propriedades, em áreas de dois hectares, em média. O número engloba, além das pastagens, horticulturas e fruticulturas, em um modelo de captação em cisternas ou rios, mas sem utilização de pivô central. "Falando na relação entre custo e benefício, a pastagem de leite é a que mais dá retorno na irrigação. Em vez de produzir 5 litros por hectare dia, chega-se a produzir três vezes mais", explica o coordenador de Irrigação da Emater, José Enoir Daniel.
A explicação vem do fato de a utilização do sistema de fornecimento de água ser um dos fatores a permitirem uma maior lotação de animais por hectare. Com isso, na indústria, embora as vendas para a pecuária sejam menos representativas do que para a agricultura, a mecanização da atividade tem absorvido parte da produção de pivôs. "Em campo nativo, se mantém, em média, meio animal por hectare. Valendo-se da irrigação, o pecuarista pode trabalhar com 10 animais por hectare. Ou seja, 20 vezes mais", afirma o diretor-superintendente da Fockink, Siegfried Kwast.
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