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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de julho de 2016. Atualizado às 10h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

20/07/2016 - 10h42min. Alterada em 20/07 às 10h42min

Odebrecht Agroindustrial reestrutura dívida de R$ 7 bilhões

A Odebrecht Agroindustrial fechou a reestruturação de R$ 7 bilhões em dívidas com Banco do Brasil, BNDES, Bradesco, Itaú e Santander, destaca o jornal O Estado de S. Paulo. Para fechar negócio, os bancos exigiram que metade do valor da dívida fosse garantida por 100% das ações que a Odebrecht possui na Braskem, empresa do setor petroquímico.
Com a renegociação, a Agroindustrial terá 13 anos para quitar o saldo devedor e a primeira parcela vence somente daqui a cinco anos. Desde que a Odebrecht foi envolvida na Operação Lava Jato, o que comprometeu seus negócios de construção, a Braskem passou a ser a empresa que traz os maiores retornos para todo o grupo. "A Odebrecht entregou a joia da coroa", resumiu uma fonte que participou da operação.
Por isso, a ideia da empresa é pagar a parte da dívida do braço agroindustrial que está garantida com as ações da Braskem assim que conseguir vender algum dos outros ativos que estão sendo negociados atualmente. A venda da Odebrecht Ambiental é a que estaria hoje em estágio mais avançado.
A Odebrecht também se comprometeu a fazer um novo aporte de R$ 6 bilhões na empresa. Segundo comunicado divulgado pela Odebrecht Agroindustrial na noite desta terça-feira, 19, essa capitalização será feita com cerca de R$ 2 bilhões em ativos e R$ 4 bilhões em aporte financeiro - deste total, R$ 2,5 bilhões servirão para pagar os bancos.
De acordo com uma fonte a par da operação, foram oito meses de negociação. Os bancos concederam dinheiro novo à companhia, que será usado pela empresa justamente para a capitalização e pagamento de parte da dívida. O balanço da Agroindustrial de 2015 mostrava um endividamento total de cerca de R$ 10 bilhões.
Essa estratégia foi usada para que as instituições financeiras pudessem melhorar a nota de risco do empréstimo e, assim, evitar provisionamentos em seus próprios balanços. A nota de risco pôde ser melhorada justamente por causa da nova garantia concedida pela empresa.
O Banco do Brasil é agora o maior credor da Braskem, com R$ 3,5 bilhões. Depois vem o BNDES com cerca de R$ 1,5 bilhão, seguido de Bradesco e Itaú, com aproximadamente R$ 1 bilhão cada um, e Santander, com cerca de R$ 200 milhões. Nenhum banco comentou o tema até o fechamento da edição.
A Odebrecht confirmou o financiamento de R$ 7 bilhões e o prazo de 13 anos, mas não quis detalhar o nome dos bancos.
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